quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Quatro em cada dez brasileiros nunca ouviram falar no pré-sal


Fizeram uma pesquisa para comprovar o que todos já desconfiavam. O resultado da CNI/Ibope mostra que 39% dos brasileiros ainda não conhecem ou não ouviram falar no pré-sal. O desenho desta nota é da Petrobras.

Pré-sal é a camada onde está a maior reserva de petróleo descoberta no Brasil. O óleo está a uma distância de até 300 kms da costa e a 7 mil metros de profundidade. O nome técnico é culpa dos geólogos: Luiz Fernando Veríssimo explica.

Por que pré-sal chama pré-sal?

Vamos ceder a palavra ao mestre Luiz Fernando Veríssimo.









Luiz Fernando Veríssimo, para O Estado de S. Paulo:



"Especulei aqui se o certo não seria chamar de pós-sal, em vez de pré-sal, o lugar de onde sairá o bendito óleo, já que as brocas virão de cima para baixo.


(...) A explicação mais autorizada e simpática veio de um geólogo profissional, Guilherme Estrella, diretor de Exploração e Produção da Petróleo Brasileiro S.A.


Segundo ele, os geólogos têm uma lógica peculiar. Estudam a história do planeta de baixo para cima, pela sedimentação das suas rochas empilhadas ininterruptamente através do que chamam de tempo geológico.


As brocas retrocedem no tempo geológico. O que está por baixo é mais velho do que o que está por cima, por isso é pré. Pós-sal é tudo que está acima da camada de sal, inclusive você, eu e os peixinhos. Entendi."

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Mais um grau de investimento para o currículo do Brasil

Depois de ler a notícia de que a Moody´s promoveu a economia brasileira ao grau de investimento, muita gente se pergunta: "ué, mas o Brasil já não era grau de investimento?".

E a resposta é sim, já éramos. Os títulos foram concedidos pela Standard & Poor"s e pela Fitch, duas das maiores agências de risco do mundo.

Faltava a Moody´s, no entanto, para o País completar o status de ser considerado um lugar bom para se investir. Agora, temos no peito as três estrelas das três maiores agências.

É bem verdade que, desde o ano passado, antes mesmo do agravamento da crise, o mercado financeiro esperava a promoção da nota da Moody´s para o Brasil.