sexta-feira, 31 de julho de 2009

Bolsa dispara em rentabilidade


Quem entrou, ganhou muito. A Bovespa teve valorização neste ano de 45,85%. O melhor número em 10 anos.

Não foi milagre: a Bolsa despencou em setembro do ano passado e entrou em 2009 ainda em ritmo baixo. Passado o momento de pânico, recuperou as perdas da crise.
Entrar na Bovespa, no entanto, ainda é um mistério para um monte de gente que gostaria de investir nas empresas brasileiras. Em breve, vou ensinar os caminhos até a compra de uma ação. Aguarde.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Presidente afirma: crise ficou no passado

Em encontro com empresários do setor de infra-estrutura na noite desta quarta-feira, o presidente Lula disse que a "crise está virando coisa no passado". E garantiu que não se trata de "ufanismo".

Conversei antes do evento com 3 empresários. Dois reclamaram que o momento de instabilidade e de queda na produção ainda não foi superado. Alinhado com o presidente apenas um, que dirige uma construtora em Brasília, setor que impulsionado pela demanda dos servidores públicos não viu mesmo a crise.

Assista ao noticiário do Repórter Brasil.


Será mesmo que a crise passou?

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Contas do governo encolhem 70%

Saiu o 'balanço' das contas do governo no primeiro semestre do ano. E preocupa. O superávit primário encolheu 70% na comparação com o ano passado.

Significa que o governo gasta mais e recolhe menos. O superávit primário é um dinheirinho que precisas ser economizado para colocar em ordem a super-mega-dívida pública que o país tem.

O superávit primário precisa existir para ir lentamente diminuindo o grau de endividamento do país. E não se engane, este dinheiro geralmente dá apenas para pagar parte dos juros. Nem chega a diminuir o tamanho da dívida.

E por que isso é tão importante? O país conseguiu o status de 'grau de investimento' das agências de avaliação de risco, atraiu capital estrangeiro e agora exibe alguma resistência diante da crise porque, desde 1999, o governo se comprometeu a fazer o superávit.

Pois bem, em 2008, diminuímos o nível de endividamento do Brasil para baixo dos 40% do PIB.

Em jogo neste momento, claro, é a política anticíclica para motivar a economia. Gastar mais e reduzir IPI para fazer o país crescer. Mas será que o governo saberá identificar a hora de parar e dar atenção para as contas?

O ministro Paulo Bernardo afirmou ontem que a crise acabou no Brasil. Vamos aguardar.

Leia reportagem sobre o superávit primário no Estadão.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Bancos enxergam fim da recessão no Brasil

Estudos feitos pelo Itaú e pelo Bradesco apontam para o mesmo caminho: o fim do recuo do PIB no Brasil. A queda terminou em maio, revelam as pesquisas.

O Pais, no entanto, não está livre ainda de fechar o ano em recessão. Parece estranho?

Na verdade, o PIB de um ano leva na conta o resultado dos 4 trimestres. Terminamos o primeiro com recuo de 0,8%. Matematicamente, só é possível terminar o ano com sinal positivo se o crescimento que se suceder for capaz de compensar o negativo dos três primeiros anos. E os dados não apontam essa possibilidade.

Leia reportagem completa do colunista da Folha, Guilherme Barros.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Planos de saúde querem reajuste para pagar gripe suína

Os planos de saúde arcam neste momento com o aumento dos gastos. Tem convênio com 15 internações simultâneas de beneficiados com suspeita da gripe suína, 8 estão na UTI.

Corremos o risco dos custos extras chegarem ao consumidor. Disse Eduardo Assis, da Unimed-Rio:

"No ano que vem, ao negociar com a Agência Nacional de Saúde Suplementar o reajuste, vamos mostrar as planilhas e pediremos um repasse maior. Já ocorreu com a dengue e deve ocorrer com a gripe suína".

Veja reportagem completa no Valor desta segunda-feira.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Dólar em queda anima turistas brasileiros

As sucessivas baixas na cotação do dólar motivaram quem pensa em atravessar o oceano.

Um leitor e grande amigo escreve para perguntar se é hora de comprar a moeda estrangeira. Ele embarca para a Europa no ano que vem.

Aviso de saída que errar a previsão para dólar é coisa até de financista. Conheço um cidadão que trabalhou brilhantemente na tesouraria de um banco e que não soube escolher a hora de comprar a moeda para pagar o curso do filho: fechou contrato no momento de alta.

O fato é que especular sobre a taxa de câmbio é um risco. E se vai subir ou descer, ninguém sabe de verdade.

No entanto, existe uma estratégia para minimizar o risco de grandes variações: melhor ir comprando a moeda aos poucos. Em lotes.

Isso vai garantir um preço médio aceitável. Se cair depois, você ainda terá que comprar mais, então, aproveitará a queda. Se subir, não terá que pagar mais por todo os dólares que precisa.

Outra sugestão que eu daria é já comprar a moeda necessária. Se o destino é a Europa, negocie o euro. E isso é meramente empírico: cada vez que se faz o câmbio de uma moeda, a corretora vai cobrar um pedacinho do dinheiro.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Orgulho de ser o 5º

O corte na taxa Selic desta quarta-feira deixou o país em quinto lugar no ranking das nações com maiores juros do planeta. Sinta-se orgulhoso, já fomos os primeiros.

No mercado financeiro, não são esperados novos cortes para as próximas reuniões do Copom. Será que estacionaremos no quinto lugar? Na verdade, gostaria de propor outra pergunta: por que o Brasil tem taxa de juros tão alta?

Basta falar da história pós-Plano Real porque, antes disso, a economia do Brasil era como uma ficção científica mexicana. Quando foi concebido, o real tinha em uma das bases a necessidade de atrair dinheiro de investidor externo. Os dólares eram essenciais para manter a paridade dólar - real que enjaulou a inflação.

Saltemos alguns anos e, amadurecido, o real ganhou sustentação. A taxa básica de juros passou a ser usada como principal instrumento para manter a inflação dentro da meta.

Significa dizer que, diante da ameaça do animal que põe fogo pelas ventas, sobe-se a taxa, o que faz o ritmo de consumo diminuir e a remarcação de preços recuar.

Neste tempo de crise financeira internacional, quando não se teme a inflação, vamos experimentar a vida com taxa de gente.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Pense em investir no seu imóvel

Se o Banco Central cortar a taxa básica de juros nesta quarta-feira, e o mercado aposta que sim, vamos bater novo recorde: o mais baixo patamar da Selic.

E isso indica bom momento para quem está pensando em comprar um imóvel. Veja como faz sentido:

Estaremos diante da mais baixa Selic da história, talvez no menor piso possível, apesar de ainda figurarmos entre os países com maior taxa de juros.

Diversas projeções apontam subida em 2010. Reflexo também da possibilidade de aumento da taxa nos Estados Unidos.

Assim, Selic no percentual mais baixo da história vai ser bom para financiamento com taxa pré-fixada. Você compra com Selic baixa e paga ao longo dos anos sem ser afetado pelas subidas.

Mas atenção! Negocie seu contrato sem a TR, ainda que o banco cobre uma taxa de financiamento maior, isso vai diminuir o risco dos juros chegarem até sua prestação.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Dólar a R$ 1,90: desvalorização atinge 18,53% no ano

Duas razões para a desvalorização do dólar têm tido pouco destaque.

A balança comercial brasileira mantém o registro de superávit: mais vendas de produtos brasileiros do que compras de importados.

Este dado sinaliza para o mercado de câmbio que mais moeda estrangeira entra no País, o dinheiro que o exportador vai receber. A indicação de mais oferta de dólar no horizonte ajuda a derrubar a taxa.

Outro dado relevante é a desvalorização do dólar no mundo todo: reflexo principalmente do aumento no endividamento dos Estados Unidos.

Leia mais sobre o fechamento do dólar no Infomoney.

sábado, 18 de julho de 2009

PGBL ou VGBL?! Hã?!?!?!

Quando os planos de previdência complementar chegaram ao Brasil, ganharam os belíssimos nomes de PGBL e VGBL. Desculpe pela ironia, os inventores não foram nada criativos.

- O que significam?

PGBL - Plano Gerador de Benefícios Livres

VGBL - Vida Gerador de Benefícios Livres

- O que têm em comum?

Os dois tipos têm muitas características semelhantes: você paga uma quantia mensal e, quando atingir a idade combinada de aposentadoria, receberá pagamentos mensais até o dia em que embarcar para outra dimensão e não precisar mais de dinheiro.

- Qual a diferença?

A forma de tributação é o que os diferencia. O PGBL é mais vantajoso para quem declara imposto de renda no formulário completo porque deduz do valor a pagar até 12% da renda.

Os solteiros sem dependentes e sem grandes despesas médicas frequentes, quase sempre, declaram no formulário simplificado, então o melhor é o VGBL. Porque só pagam imposto sobre o que render o investimento.

Deixe suas dúvidas no comentário.

O portal 'Terra' tem uma página bem explicativa sobre o assunto.

Aposentadoria: por que voltar nesse assunto?

Por algum motivo aparentemente desconhecido, tenho me preocupado com minha aposentadoria. Talvez tenha algo a ver com o fato de eu passar para a terceira década de vida e sentir a sensação de que deixei para pensar nisso tarde.

Com ânimo de criancinha, planejo aprender a tocar um instrumento musical. Já me matriculei para uma turma que começa no mês que vem. Sonho chegar aos 60 anos craque e, quem sabe, viajarei para levar a música longe. Delírio?!Tem grande chance.

O fato bem razoável, no entanto, é que finalmente fiz meu plano de previdência privada. Meu único pensamento é fazer um esforço agora para ter algum retorno no futuro.

E como escolher? Quais planos existem?

Vou lhe dar algumas instruções básicas.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

O nosso Big Mac é mais caro do que os outros

O Big Mac made in Brazil é mais caro do que o feito nos Estados Unidos. Pior ainda: o mesmo sanduíche é mais barato na Rússia e na China.

A revista The Economist, que faz a pesquisa, explica que o real valorizado frente ao dólar é o motivo da nossa colocação no ranking. Leia reportagem no G1.

Eu, modestamente, tenho um dado a acrescentar. A teoria da Oferta e da Procura explica quase tudo em economia. Quando há muita procura e pouca oferta, o preço sobe.

Em Brasília, onde há McDonald´s sempre tem um Bob´s. Em outras cidades, no entanto, existem várias outras opções de fast food, o que nem chega a ser um mérito, concordo. No Rio, tem o KFC. Em São Paulo, muitas lojas da Pizza Hut e um Habib´s a cada esquina.

Eu tenho ainda uma outra alternativa. Faça um bem para suas artérias e para seu bolso: troque o McDonald´s por um restaurante de comida caseira. Mais barato, mais saudável.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

A melhor herança: educação

Educação em economia tem um nome pomposo: capital humano. Talvez o uso do 'capital' se deva ao fato de que também signifique dinheiro.

Pessoas com mais anos de estudo têm, em média, salários mais altos e melhores oportunidades. Tanto melhor se a educação incluir a financeira.

Em viagem ao Rio, peço desculpas pela nota curta, mas fica aqui uma recomendação de leitura com dicas aos pais que queiram ensinar aos filhos como lidar com dinheiro_ o que, mais do que o conhecimento em qualquer área, vão usar para todo o sempre.

O texto é de Flávia Furlan Nunes, do Infomoney.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Se todo mundo quer comprar, como fica a economia?

Uma pesquisa do Serasa Experian e outra do Provar, ligado à USP, revelam que a disposição do brasileiro em consumir recuperou o vigor de antes da crise.

O dado é visto com bons olhos pelos analistas.

Isso porque o PIB, a forma de calcular a produção total do país, leva em conta o consumo das famíias. Mais consumo, maior o PIB.

O PIB nada mais é do que um jeito complexo de fazer a seguinte conta:

PIB = C + I + G + X - M

Legenda
C ¬ Consumo das Famílias
I ¬ Investimento
G ¬ Gastos do Governo
X ¬ Exportações
M ¬ Importações

Bom dizer, no entanto, que se é ótimo para a economia, comprar para a família só é bom se o produto é realmente necessário e está dentro das possibilidades de pagamento. Óbvio, né?!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

As palavras da moda na crise

Engraçado como o noticiário cria palavras da noite para o dia. E faz de conta que todo mundo sabia de tudo há muito tempo.

Um exemplo, é alavancagem. Que raio de coisa é essa?

ALAVANCAGEM - Em linhas gerais, seria 'trabalhar' com o dinheiro alheio e tomar impulso a partir dele.

Alavanca é um termo estudado na física. Trata-se de um objeto fixo que multiplica a força de impulso como o globo, na figura abaixo.




As empresas geralmente começam com recursos do dono. Depois de um tempo, qualquer companhia que deseja crescer pode 'alavancar' os negócios. Significa pegar dinheiro emprestado para aumentar a produção: construir uma nova fábrica, comprar um equipamento novo, contratar mais vendedores. E não caberia trocar simplesmente por endividamento porque imagina-se que o investimento vai valer a pena e render mais do que os juros que o empresário vai pagar.

Em contabilidade, calcula-se a alavancagem da empresa dividindo o ativo (o que a companhia tem para gerar o produto que fabrica: estoques, dinheiro em caixa, contas a receber, etc) pelo patrimônio líquido (dinheiro do acionista). Não se assuste, você vai precisar fazer a conta. Basta saber que significa uma forma de medir o quanto de dinheiro emprestado está na indústria.

Exemplo: Empresa A

Ativo = $ 60.000
Patrimônio Líquido = $ 10.000

Alavancagem = 60.000 / 10.000 = 6

A empresa trabalha 6 vezes alavancada. De cada $ 6 que a companhia tem em estoque, em dinheiro, em contas a receber, $ 1 é do dono e $ 5 são emprestados. O que é uma alavancagem alta, mas serve para ilustrar.

Os bancos trabalham alavancados. Porque pegam o dinheiro de quem quer guardar e emprestam para quem quer investir, consumir, empreender. O que a crise financeira global nos mostrou foi que os bancos dos Estados Unidos trabalham mais alavancados do que os brasileiros.

Significa dizer o que você já sabe: bancos nos Estados Unidos pegam quase todo o dinheiro que recebem e emprestam. Os nossos são mais conservadores: guardam boa parte em títulos do governo que sempre renderam muito e emprestam pouco para o setor produtivo.

Claro, que uma empresa ou um banco muito alavancado corre grande risco de dar calote. E alavancagem fora do controle é sim endividamento. Mas não deixe o significado ruim contaminar a palavra. Em tese, uma empresa alavancada tem possibilidade de gerar mais produtos, empregos, riquezas.

O site Infomoney fez um apanhado das expressões mais corriqueiras nos jornais.

domingo, 12 de julho de 2009

Profissional brasileiro exportado tem direito ampliado

Entrou em vigor nesta semana a lei que amplia os direitos dos profissionais brasileiros enviados ao exterior para trabalhar.

Antes, apenas engenheiros tinham garantias. De agora em diante, se o país de destino tiver leis trabalhistas menos rigorosas, valem as regras brasileiras.

O expatriado tem direito a FGTS, Pis/Pasep, férias no Brasil a cada 2 anos e ainda retorno garantido em caso de doença.

Leia reportagem no boletim de Finanças da Infomoney.

Idosos inflacionados

As pessoas com mais de 60 anos sofreram mais com a inflação em abril, maio e junho do que a média da população.

O IPC-3i, Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade, calculado pela Fundação Getúlio Vargas, apontou inflação de 1,15%.

O índice nacional, o IPC, ficou abaixo do IPC-3i, em 0,98%.

Leia reportagem completa no Infomoney.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Use filtro solar e faça um plano de previdência

Entrevistei um dermatologista para falar sobre uma nova técnica de tratamento de pele que prometia regredir a aparência de uma pessoa de 90 anos de volta aos 50.

Ouvi que a melhor coisa que inventaram para a pele era o filtro solar porque evita o envelhecimento. Tudo que veio depois é uma tentativa de recuperar o tempo em que o pobrezinho não foi usado.

A velhice parece ser um paradoxo. Tudo culmina nessa idade. Não reclamo só da pele, não. Quem envelhece, em tese, tira férias por tempo indeterminado. Mas férias costumam ser caras.

Problemas só para o futuro? Talvez. Mas não estou certa de que um creme verdadeiramente revolucionário vai surgir nos próximos anos. Ou que vão aumentar as chances de ganhar na loteria.

Por via das dúvidas, decidi investir no filtro solar e em um plano de previdência.

Lojistas querem diferenciar preço

O Senado aprovou projeto que permite ao lojista cobrar preço diferente para quem vai pagar com cartão de crédito e dinheiro.

O Ibedec acha que é jogar nas costas do cliente a briga entre comerciantes e operadoras de cartões.

Alguns consumidores apóiam a iniciativa porque quase nunca entendem por que o preço à vista é sempre igual ao a prazo.

Veja detalhes no vídeo do 'Repórter Brasil'.


quarta-feira, 8 de julho de 2009

Dançando na crise

O tradicional jornal britânico Financial Times publicou reportagem em que afirma que o Brasil passa dançando pela crise internacional.

O texto pondera que o País precisa de mais infra-estrutura e nota que as contas públicas apontam para déficit, mas nada que comprometa a capacidade brasileira de atrair recursos externos.

A edição de 'O Estado de S. Paulo' desta quarta-feira trata do assunto.

Receita Federal avalia que carga tributária cai em 2009

Depois de atingir uma marca nunca vista na história deste País, a carga tributária vai cair em 2009. É o que diz a Receita Federal.

Soa como consolo, mas quem vai pagar menos tributos? Só aqueles que compraram carro, eletrodoméstico e material de construção porque não desembolsaram parte do IPI, o Imposto sobre Produtos Industrializados.

O 'Repórter Brasil' exibiu reportagem sobre o recorde de impostos e o estudo que mostra quanto dos tributos arrecadados voltam para a população.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Por que se fala tanto em reforma tributária?

Eu apostaria que 5 em cada 5 brasileiros concordam que a carga tributária no País é alta e que reformas são necessárias. Mas só isso é consenso. Quando se discute a melhor forma de arrecadação, aí cada leão quer defender a sua chácara.

Os acadêmicos, mais isentos, defendem que a carga tributária 'escondida' no preço dos produtos é uma forma de tributar mais quem ganha menos. E essa injustiça deveria ser corrigida primeiro.
Pense na seguinte situação: um homem que recebe 1 salário mínimo e outro com renda de R$ 10 mil compram 1 kg de feijão pelo mesmo preço. Estudo da Fipe demonstra que se o pacote custou R$ 3,34. Se não fosse o imposto, 18%, daria para vender o produto R$ 0,60 mais barato.

Na conta de quem pesou mais os R$ 0,60 de tributo? Na carteira do homem com salário de um mínimo.

Economistas da Fipe fizeram, em março de 2007, uma proposta para arrumar o sistema tributário do país. A idéia é unificar ICMS, IPI, ISS, PIS/PASEP, COFINS e SIMPLES em um único imposto sobre o consumo.

A reforma tributária que tramita no Congresso Nacional com a pressa de uma tartaruga de férias não tem nada a ver com essa proposta. Algumas opiniões mais contudentes afirmam que o texto pode piorar ainda mais a confusão que existe hoje.

Nenhuma solução à vista.

Olha o seu imposto aí, gente!

Informação da Receita Federal divulgada agora de manhã mostra que o brasileiro pagou recorde de impostos em 2008.

De cada R$ 100 que o País produziu, R$ 35,80 foram parar nos cofres do governo.

Leia reportagem completa no site do G1.

Mais uma nota de 'seguro para investir' no caminho do Brasil

A agência de classificação de risco Moody´s reavalia a nota de risco do Brasil, o rating. O mercado financeiro dá como certa a melhora no índice.

A Moody´s resistiu a dar nota de bom lugar para investir, ou 'investment grade' em inglês, ao Brasil. As outras duas grandes agências de classificação de risco, a Standard & Poors e a Fitch elevaram a nota do País no ano passado.

O Estadão de hoje entrevistou o diretor regional da agência para a Amélica Latina.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Sinal de fumaça? Saques na renda fixa e depósitos na poupança

A comparação de dois números me deixou intrigada. A avaliação do comportamento da poupança mostra entrada superior à saída de dinheiro em junho. São R$ 2,08 bilhões a mais na caderneta no mês. Saber de onde veio essa grana não é fácil.

Outra informação surgiu da Associação Nacional dos Bancos de Investimento, a Anbid, que mostra que no mesmo mês saíram da renda fixa R$ 1,5 bilhão.

O estudo da Anbid está no site da instituição. E os dados da poupança, no endereço eletrônico do Banco Central.

Não daria de imediato para associar que o dinheiro da poupança saiu da renda fixa. Mas é de se suspeitar... especialmente em um momento em que a caderneta tem rentabilidade robusta e superou o ganho do CDB com taxa de administração de mais de 1%.

O professor de finanças do Ibmec, César Frade, no entanto, avalia que ainda é cedo para relacionar a entrada de dinheiro na poupança com a fuga de investidores da renda fixa.

Ainda assim, parece uma fumacinha, você não acha?!

Regra de 1/3 para sempre ter dinheiro

Uma super dica para não deixar faltar dinheiro na sua vida. E não é simpatia. Divida sempre a sua renda em 3 partes:

1/3 use para pagar suas contas (aluguel, celular, energia elétrica)

1/3 gaste com você mesmo (sapato, jantar, cursos)

1/3 poupe (fundo de investimento, poupança, ações)

Esta regra a editora-chefe do jornal "Repórter Brasil", Antonieta Goulart, aprendeu com um homem rico. Ela lembra que o fundador da rede Bandeirantes, João Jorge Saad, lhe ensinou as sábias palavras há alguns anos.

"Desde que comecei a fazer, nunca mais fiquei sem dinheiro" _ garantiu a Antonieta.

O Seu João também não teve problemas financeiros. Deixou uma fortuna e uma rede de televisão para os herdeiros.

Deve funcionar.

Até Mickey faz promoções para enfrentar crise

A crise financeira também atingiu o reino encantado da Disney. Mas visitar o Mickey, para quem tem reserva em caixa, está em média 40% mais barato do que nos outros anos.

Na tentativa de atrair os turistas que fugiram quando a crise chegou, os parques lançaram uma promoção de alimentos grátis para os visitantes em baixa temporada, entre 16 de agosto e 3 de outubro.

Leia reportagem completa na Folha de São Paulo.

Ninguém quer saber da poupança

Informação do Banco Central mostra que a temida corrida para a poupança, esperada depois da queda da taxa básica de juros da economia, ainda não dá sinal de vida.

O receio surgiu porque a caderneta está mais rentável do que vários investimentos. Ainda assim, ninguém parece demasiadamente interessado em deixar antigas aplicações pra migrar para a poupança.

Uma possível explicação é o movimento de bancos que reduziram as taxas de administração dos fundos. Excelente momento para ir até o seu gerente e negociar melhor rentabilidade para o seu investimento. Leia reportagem do Estadão de hoje.

E fazer a conta não é tão complicado. Imagine que seu rendimento em renda fixa vai ter descontado imposto de renda e a taxa do banco, fora isso, tem que render mais do que os 6% e mais TR da poupança. Se não der, passe no caixa automático e transfira seu rico dinheirinho para a caderneta.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Descanso para o fim de semana

Ouvi uma vez um amigo mais velho dizer que casar é a melhor coisa que um adulto poderia fazer. E deu razões financeiras perfeitas para isso: sua renda vai dobrar e, portanto, várias coisas se tornam menos difíceis. Por exemplo, financiar um apartamento.

Eu li uma crônica incrível e vou sugerir também a ele que leia. Economia é uma parte importantíssima da nossa vida, mas, perdão, tem um monte de coisas sensacionais além disso.

Para relaxar e entender porque comentei do casamento, leia a crônica de Antonio Prata, na Agência Estado.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Glossário: swap e rating

A partir de hoje, vamos publicar a tradução de algumas palavrinhas de economia que costumamos ouvir falar, mas nem sempre sabemos bem o que é. Começamos com duas:

SWAP - Contratos de swap são comuns no mercado financeiro. E são simples contratos de trocas. Um investidor pode firmar com um banco, por exemplo, um contrato de swap de taxa de juros para que um pague ao outro uma taxa acertada, combinada entre os dois. Por que eles fariam isso? Para se proteger de uma eventual mudança brusca no mercado. Um tem certeza de que deixou o risco de perder para o outro.

RATING - É o risco financeiro de algo ir à bancarrota. Por exemplo, suponhamos que uma agência de risco, a Standard & Poors, dê nota A para um investimento. Significa que o rating (=risco) deste investimento é baixíssimo. Claro que isso vale para quem ainda acredita nas agências de risco. Aguarde mais postagens. Vou voltar no assunto.

15 anos de Real e estabilidade

O Repórter Brasil contou a história do plano.


quarta-feira, 1 de julho de 2009

Poupança é o melhor investimento para pequeno poupador

A poupança rendeu mais do que os fundos de renda fixa para os pequenos poupadores neste ano. Quem tem menos dinheiro aplicado, quase sempre, paga maior taxa de administração ao banco.

O estudo é da Bolsa de Valores de São Paulo que mostra também que o melhor investimento do período foi, de longe, em ações. O índice Bovespa subiu 37% no primeiro semestre.

Para o investidor estrangeiro, que trouxe dólar e investiu em real, o resultado foi ainda melhor. Isso porque também houve desvalorização do real, então, o ganho foi também no câmbio.

Leia a matéria do Estadão.