terça-feira, 30 de junho de 2009

Quanto menos você ganha, mais paga de imposto

Uma pesquisa do Ipea comprova que o trabalhador pobre paga proporcionalmente mais imposto do que o rico. A diferença se explica porque a carga tributária está embutida nos produtos. E, se um consumidor gasta 50% da renda com alimentação, por exemplo, o peso deste imposto fica mais evidente do que para aqueles que gastam a metade.

E o cenário tem piorado. Quem ganha até 2 salários mínimos pagava 48,8% de imposto em 2004. Ano passado, este percentual atingiu 53,9%. O quadro abaixo mostra o tamanho dos tributos nas demais faixas de renda:


Leia reportagem no Infomoney.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

O IPI reduzido: quanto e onde

Para quem não tem mais paciência de ler sobre o IPI, mas quer saber o essencial, sugiro visitar o portal de notícias G1.

Uma arte detalha as medidas do governo, novas alíquotas e setores beneficiados.

Leitura curta e didática.

O Real completa 15 anos na quarta-feira


Os jovens adolescentes do país não sabem o que perderam... porque, na verdade, não perderam nada. São privilegiados.

Nasceram junto com a estabilidade e quando a inflação foi degolada pela equipe econômica de Itamar Franco que implementou o Plano Real. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso era então ministro da Fazenda.

Se fosse menina, o Real mereceria um baile de debutante. A moeda resistiu brava e intacta à maior crise que se viu em décadas.

Lembre a história, ou a estude para quem tem menos de 30 anos, no site do jornal 'O Globo'.

domingo, 28 de junho de 2009

É hora de comprar?

Desculpe ser evasiva, mas a melhor resposta para esta pergunta é DEPENDE.

É preciso dizer que o governo quer que você compre. No mundo capitalista, o consumo é o sangue do sistema: faz a indústria produzir, contratar, pagar salário, etc.

Mas, para suas finanças pessoais, consumir não é o melhor a fazer sempre. Isso porque poupar, guardar dinheiro para o futuro, vai lhe trazer mais vantagens.

Para quem está pensando em comprar um carro agora, por exemplo, e aproveitar a redução do IPI, algumas considerações:

- O melhor é sempre evitar pagar juros. Se a compra pode ficar para o fim do ano, por que se endividar?

- Se um carro novo é necessário e o financiamento inevitável, então, espere. Um ou dois meses adiante, com a trajetória de queda nas taxas de juros, o custo do empréstimo vai ficar menor. Que tal?

- O automóvel do ano não vai durar até a sua velhice. Então, sugiro que faça um investimento a longo prazo. Você já tem um plano de previdência privada?

Pense nisso.

Comprar DEPENDE de onde você está com sua cabeça: no presente ou no futuro.

sábado, 27 de junho de 2009

Tudo indica que IPI segue reduzido

O Palácio do Planalto não confirma oficialmente, mas já foi marcada cerimônia na segunda-feira para o anúncio de "de medidas de estímulo à economia".

O evento está na agenda do presidente Lula às 11h30 no Itamaraty .

sexta-feira, 26 de junho de 2009

As contas do governo no vermelho: e daí?!

Análise do Banco Central revela que a relação dívida x PIB vai aumentar no país até o fim do ano. A expectativa é de que alcance 42% do PIB. Significa que de cada R$ 100 que o Brasil produz, o governo deve R$ 42 para alguém.

Nenhum economista vai botar o dedo em riste para acusar o governo de lançar a estabilidade do país ao risco. Isso porque existe uma tese consolidada em economia de que em momentos de crise, o governo gasta para incentivar o crescimento. Passada a turbulência, a cartilha manda retomar a austeridade.

No Brasil, a parte número um foi feita. Uma queda na arrecadação e o aumento das despesas já levaram o país a fechar o primeiro mês de maio no vermelho em 10 anos.

O problema vai ser retomar a austeridade depois. Isso porque tem-se feito a avaliação de que o atual governo aumenta gastos com despesas impossíveis de se livrar depois. Por exemplo, o aumento de salário dos servidores.

Interessa nessa história toda o fato de que o endividamento de um país é um importante pilar. É essencial, por exemplo, para o controle da inflação.

O imposto junino

Enquanto as festas juninas arrastam quadrilhas animadas, o governo fatura. Pesquisa do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário mostra o tamanho do imposto escondido no meio do quentão, do milho cozido e da canjica.

Imagine uma paçoca divida em três pedaços. Uma parte inteira é o peso dos impostos. É isso mesmo, a fatia de quase 37% é carga tributária.

Achou muito?! Pois beber é ainda mais caro. No quentão, mais de 61% são impostos.

Leia a reportagem completa no Infomoney.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Inadimplência recorde no Brasil: é o subprime?

Longe disso. Respire fundo, a inadimplência não está nem perto da comparação com o sub-prime dos Estados Unidos.

A preocupação é do leitor Thiago Interaminense e surgiu depois de divulgado um relatório do Banco Central. Os dados mostram aumento do índice de inadiplência para um patamar nunca registrado. De cada 100 crediários, mais de 8 (8,6%) deixaram de ser pagos.

O que mais cresceu isoladamente foi a falta de pagamento no cheque especial. E caiu para crédito pessoal.

Apesar do número ser alto, está longe do que caracterizou o sub-prime dos Estados Unidos. Lá, a forma de concessão de crédito ficou conhecida como Ninja (no income, no job and no assets), que seria o mesmo que dar empréstimo para quem não tem renda, emprego e nem bens.

Alguém já viu banco brasileiro emprestar dinheiro para algum Ninja? Tudo indica que não.

Faltam carros na reta final do IPI

A TV Brasil mostrou a correria de consumidores nas concessionárias para aproveitar os últimos dias garantidos de IPI reduzido. O prazo de isenção acaba na próxima terça-feira.

O economista Jorge Nogueira, ouvido na reportagem, acredita ser mais provável a hipótese do retorno do IPI em alíquota menor e em doses homeopáticas até recuperar o tamanho que tinha antes da crise.

Assista:


IPI: alíquotas voltam aos poucos

Prorrogar ou não a isenção do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros, eletrodomésticos e material de construção parece um dilema para o governo.

O comércio e a indústria realmente se beneficiaram: as vendas cresceram e algumas montadoras, por exemplo, até recontrataram demitidos.

Mas a arrecadação do governo desaba há 7 meses seguidos. Nos corredores do Centro Cultural Banco do Brasil, onde a presidência da República trabalha até o fim da reforma no Palácio do Planalto, parece cada vez mais forte a tese de que o IPI vai voltar sim, mas aos poucos.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Olha a China... outra vez

O comércio de produtos com a China chega à terceira semana de junho com saldo favorável ao Brasil. O resultado interrompe a história de sucessivos superávits a favor dos asiáticos, que sempre venderam mais aos brasileiros do que compraram.

Isso é ótimo para o Brasil, mas especialistas dizem que não se sustenta. A China tem grandes chances de retomar a vantagem no comércio internacional.

Aliás, a China pegou dos Estados Unidos o posto de maior parceiro comercial brasileiro: para onde mais se vende e o país que mais compra. Claro, também isso pode ser temporário.

Aguardemos as próximas balanças comerciais. A notícia está no Estadão.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Com quem ficou a diferença do diesel?

Quando a Petrobras anunciou queda no preço do diesel para as refinarias, esperava-se uma queda de 9,6% do litro na bomba. Dias depois, ninguém viu. A redução é de menos de 3% no país todo.

A federação do setor diz que as distribuidoras têm estoques antigos. Será que mantinham estoque de diesel para 15 dias?! Que estranho...

Aposto que o presidente Lula também acha o fato intrigante e, por isso, olhou de soslaio para os empresários. Em viagem ao Rio de Janeiro, disse que é melhor dar dinheiro aos pobres do que reduzir imposto porque as empresas não repassam aos consumidores.

Empresa não paga imposto, recolhe imposto

Pode parecer estranha a frase acima, mas é a mais pura verdade. O imposto que incide sobre a produção de um bem é pago pela pessoa que compra. E a frase do título não é minha, é de uma professora de contabilidade.

Eu explico: veja a sua conta de luz. Lá tem escrito o valor da base de cálculo (quanto custou o serviço) e somam em seguida: ICMS, PIS/Pasep, Cofins. Todos essas palavrinhas são impostos e taxas. Tudo junto, temos o valor total.

Dizer que a companhia paga imposto pela luz que nos fornece? Não! Eu e você pagamos. A empresa RECOLHE, repassa ao governo.

Claro que empresa paga encargos sociais, impostos sobre a folha de pagamento e sobre o lucro, sim, como as pessoas físicas pagam imposto sobre a renda.

Talvez você não tenha pensado, mas, além do IR descontado no seu salário, todos os dias você paga imposto quando compra um pãozinho de manhã, quando almoça no restaurante, no chocolate de sobremesa, no vinho do jantar. Meu caro, em tudo há um imposto.

Presidente Lula: melhor dar dinheiro aos pobres do que reduzir imposto

O presidente Lula em viagem ao Rio de Janeiro fez uma breve análise sobre as ações do governo para recuperar a economia. Veja um trecho:

"Presta atenção nesses números, porque esses dias eu tive uma reunião em Brasília com o Ministro da Fazenda, com muitos empresários, e eu falei para eles: olha, em vez de a gente ficar desonerando o tanto que a gente está desonerando, é melhor pegar esse dinheiro e dar para os pobres. Na hora em que os pobres tiverem dinheiro e forem comprar, vocês têm que produzir. Eu, às vezes, desonero e vocês não repassam para o custo do produto. Então, é preciso a gente pensar. Nós já desoneramos, neste meu mandato, Sérgio, R$ 100 bilhões. Imagine R$ 100 bilhões na mão do povo brasileiro, como a gente ia comer."

Se quiser, leia a íntegra do discurso no site da Presidência da República.

MEC muda mestrado: professores não precisam mais de pós

Sem ressentimentos pela queda da exigência do diploma em jornalismo, mas o que estamos fazendo com nossa educação?

O MEC vai mudar os cursos de mestrado para incentivar a abertura de mais vagas nas faculdades. Não vai mais ser exigido do professor sequer um curso de pós graduação, atualmente, é requisito ter doutorado.

E se o problema era o desafio da monografia, tudo resolvido. Serão criadas outras formas de avaliação.

Leia a reportagem completa no Estadão e pense se a mudança é para melhor.

Bird: Brasil vai fechar o ano em recessão de 1,1%

O Banco Mundial enxerga o mundo com sinais de piora na economia. O instituto revisou para baixo as expectativas de crescimento do PIB em vários países.

Para o Brasil, a previsão é a pior feita até aqui pelo Bird: queda de 1,1%. Leia relatório completo no site do Banco Mudial.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Há vagas para executivos

Pesquisa de uma consultoria mostra melhora no mercado de trabalho para executivos em São Paulo. Os mais procurados são os marketing e vendas, com quase metade das ofertas de emprego.

Veja reportagem completa no InfoMoney.

Dólar novamente acima dos R$ 2

O dólar fechou no mercado financeiro em R$ 2,02. Veja o gráfico com as informações do dia de negócios no site da Bovespa.

Emprego: agricultura em época de contratação impulsiona resultado


Cresceu o número de postos de trabalho em maio. As vagas abertas menos as vagas fechadas resultou em um saldo de 131.557 pessoas que arranjaram emprego com carteira assinada no mês.
Excelente, verdade. Mas vamos com calma. As vagas na agricultura cresceram 3,36%, principalmente porque estamos na época de cultivo de cana-de-açúcar e café no centro-sul do país. Os demais serviços não atingiram 1% de resultado:
Serviços +0,34%
Construção Civil +0,88%
Comércio +0,21%
Indústria de Transformação +0,01%
Fora que ainda registram percentuais negativos as indústrias metalúrgica (-0,78%) e mecânica (-0,58%). Veja história completa no site do Ministério do Trabalho.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

1 em 3 fundos rende abaixo da poupança

A pedido do 'Estadão', a consultoria Advisor Asset Management fez um minucioso levantamento do rendimento dos fundos DI. As conclusões são parecidas com o cálculo do Infomoney.

Quase 30% dos fundos estão pagando menos do que a poupança que rende 0,5% mais TR ao mês.

Veja a reportagem na Agência Estado.

Agência de risco rebaixa nota da Petrobras

A agência de classificação de risco Moody´s rebaixou a nota que classifica o risco da Petrobras. Foi de A2 para A3.

A empresa mantém o status de Investment Grade, ou seja, uma nota que significa aos investidores tranquilidade para investir. Mas as ações, no pregão de ontem, caíram.

A Moody´s justifica que aumentou a dependência da estatal no governo do Brasil.

A história completa em O Globo.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Febraban decreta morte do boleto bancário

A Federação Brasileira dos Bancos lançou um sistema que pretende substituir metade dos boletos bancários em 3 anos. Quando for implementado, em outubro, o cliente vai receber eletronicamente as contas que tem a pagar.

Nada de correio para entregar as bloquetos na sua casa. E o dinheiro, quando o valor for pago, vai direto para a conta do credor, como já é hoje. O programa chama-se DDA, Débito Direto Autorizado.

Veja explicação no site da Febraban.

Jogaram meu diploma no lixo?

Boa a polêmica pós-decisão do STF que decretou inconstitucional a exigência do diploma de jornalismo para exercer a profissão.

O repórter do jornal 'O Estado de S. Paulo', Luiz Zanin, afirma que a medida chega tarde.

O jornalista Fábio Pannunzio, da 'TV Bandeirantes', é contundentemente crítico.

Economia dos Brics é pouco mais da metade do PIB dos EUA

Veja matéria do Repórter Brasil sobre a reunião dos Brics. Estados Unidos sozinhos tem quase o dobro do PIB de Brasil, Rússia, Índia e China juntos.

O plano de Obama para a economia: a repercussão

O Estadão publicou a opinião de vários economistas sobre o plano do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para regular o sistema financeira.

Em resumo, o banco central deles, o FED, ganha poder de super herói.

Leia algumas aspas:

"Uma boa coisa. Por outro lado, todos os detalhes foram deixados para decisão de futuras comissões de alto nível"
Paul Krugman, Princeton/New York Times

"Eu diria que ainda não sabemos o que realmente vai ser feito"
Tyler Cowen, George Mason University/Marginal Revolution

"As reformas propostas transformam o Fed num conglomerado regulador. Sem dúvida, o Fed vai se defrontar com muitas decisões politicamente sensíveis e está fadado ao fracasso"
Axel Merk, Merk Investments

"No geral, é um bom esforço. Na minha opinião, ele é positivo porque significa que ainda podemos debater muitos desses temas e conseguir que sejam feitas mudanças antes de a lei ser sancionada"
Edward Harrison, Credit Writedowns

Leia a reportagem completa no Estadão.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Ser ou não ser? Sair ou não sair da renda fixa?

O didático professor de economia e matemática financeira, José Dutra Sobrinho, fez a conta para demonstrar quando é mais rentável sair do fundo de investimento e depositar o dinheiro na poupança.

Em linhas gerais, a caderneta é mais vantajosa quando o imposto de renda cobrado no fundo for 22,5%, em aplicações de até 180 dias, mesmo com taxa de administração de 0,5%.

Mas quando o imposto de renda é de 15%, em aplicações de 2 anos, e a taxa do fundo de 1%, fique com a renda fixa.

Veja a reportagem completa no site do InfoMoney.

A grife de ser um Bric

A análise de Clóvis Rossi, na Folha de S. Paulo, esclarece qualquer ufanismo acerca dos Brics. A terminologia foi criada por analistas de um banco de investimento. Brasil, Rússia, Índia e China formam o grupo entitulado Bric, um nome que virou grife para os 4 países emergentes.

Vale a pena ler a análise:

Brics ainda são segunda divisão no jogo global
CLÓVIS ROSSI

COLUNISTA DA FOLHA

A coincidência entre a cúpula dos Brics e o plano Obama de regulação dos mercados financeiros é uma perfeita radiografia do jogo mundial de poder no momento e no futuro imediato.

O que vão discutir os Brics? Acima de tudo, a economia mundial e sua crise, até porque economia é o único amálgama entre países que não têm laços históricos, culturais ou geográficos -usualmente os motivos que levam a criar um bloco.

No caso dos Brics, ironiza o "Financial Times" de ontem, "é certamente o primeiro bloco multilateral de nações a ser criado por analistas de pesquisas de um banco de investimento e sua equipe de vendas" (alusão ao fato de que o acrônimo foi inventado por um economista da Goldman Sachs, aliás uma das instituições dos "brancos de olhos azuis" que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva culpou pela crise).

Se os Brics serão as potências mundiais do futuro, então o líder da potência do presente, Barack Obama, deveria aguardar o que eles têm a dizer sobre a crise e sobre como evitar que se repita no futuro, certo?

Errado. Barack Obama já tomou, unilateralmente, todas as medidas para enfrentar a crise e já preparou, sem nem ouvir nem cheirar os Brics e sua cúpula, o pacote de regulação do seu próprio sistema financeiro.

Posto de outra forma: os Brics podem até vir a ser as potências do futuro, mas, no momento, representam, todos somados, apenas 15% da economia mundial. Ou dito de uma segunda outra forma: o que a Goldman Sachs fez foi antever MERCADOS emergentes, nos quais os investidores poderiam fazer gordos lucros, mas não PAÍSES de fato capazes por ora de ditar os rumos do planeta ou ao menos influir poderosamente neles.

Aliás, a Europa também não esperou nem consultou os Brics para anunciar seu próprio pacote de regulação, cuja aprovação final se dará neste mês.

Pior: nem Estados Unidos nem Europa agiram no marco do G20, o clubão das 20 maiores economias do mundo, do qual fazem parte todos os Brics. O G20 seria, portanto, o marco ideal para que os Brics exercitassem seus músculos.

No entanto, como reconhece -e lamenta- o próprio governo brasileiro, o G20 não tem um programa próprio de trabalho. Parou na cúpula de abril. A partir dela, foi cada um por si, sem a coordenação que se desejava e que, se de fato praticada, levaria a transformar o grupo no novo gerente informal da economia global, suplantando o G8, no qual só a Rússia está presente, entre os Brics.

O chanceler Celso Amorim pode dar por morto o G8, como o fez nesta semana, mas, no mínimo, no mínimo, o grupo restrito dos países ricos (mais Rússia) continua dando seus solavancos -e sem os seis países que participarão da cúpula do G8 ampliada (todos os outros três Brics entre eles).

Já houve uma reunião de ministros de Economia, que discutiu a crise. Haverá no fim do mês uma reunião de ministros do Exterior, para discutir as outras crises, economia à parte, sem que os ministros brasileiros ou dos outros Brics (Rússia à parte) fossem convidados.Parece claro que, embora os Brics tenham, em uma década, pulado de 7,5% da economia mundial para 15%, ainda têm uma árdua batalha para passar da segunda para a primeira divisão no jogo global de poder.

E agora, José? Cai exigência de diploma de jornalismo

O Supremo Tribunal Federal derrubou a obrigatoriedade do diploma em jornalismo. O ministro Gilmar Mendes, relator no caso, defende que os próprios meios de comunicação façam uma autorregulação.

Claro que jornalista não é um ser superior que merece reserva de mercado. Conheço profissionais formados em economia, direito e ciências sociais, por exemplo, que obviamente são excelentes repórteres da área em que atuam.

Parece-me apenas que não está claro se o Supremo mantém a obrigatoriedade do jornalista ter algum curso superior. Se não exigir, parece pouco razoável para um país que pretende incentivar a educação e o aperfeiçoamento. E a uma boa imprensa passa pela qualificação do jornalista. Ou perde mais o leitor.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Presidente Lula vai escrever em jornal

A Presidência da República decidiu criar um quadro de perguntas e respostas em jornais impressos. Quem vai perguntar é o cidadão. E quem responde, em tese, é o presidente Lula.

A estréia da 'coluna' está prevista para 7 de julho. Leia a notícia do site do Comunique-se.

Pré-sal viável com barril abaixo dos U$ 40

A gerente-executiva de Engenharia de Produção da Petrobras, Solange da Silva Guedes, afirmou hoje que explorar o pré-sal é rentável mesmo se o barril cair abaixo dos U$ 40.

A conta, segundo ela, é da Petrobras e das parceiras da companhia na exploração do pré-sal. Disse que o custo do barril extraído de grandes profundidades está entre U$ 35 e U$ 45. E que os gastos tendem a cair no decorrer dos projetos.

Solange esteve na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara para um seminário sobre o tema. A cotação do barril no mercado futuro caiu hoje. Mas ainda está longe do piso dos U$ 40.

O Estadão fez matéria hoje sobre a cotação do petróleo.

Será a crise? Revistas com Bündchen na capa encalham na banca

A foto de Gisele semi-nua de perfil na 'Vanity Fair' não evitou a menor vendagem da edição nos últimos dois anos.

Veja a notícia e a foto da capa no site da Folha.

Arrecadação: descendo a ladeira

Pelo 7º mês consecutivo, a arrecadação de impostos do governo federal caiu. A Receita Federal disse que é culpa da redução do IPI e da queda na atividade econômica.

Leia a reportagem no site da Agência Brasil.

Indústria ainda vê incertezas

Uma pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas mostra que 87% dos empresários enfrentam dificuldades para investir.

O número é ruim porque representa o dobro do percentual aferido há um ano. E mais: os investimentos são importante componente para o PIB do ano.

O principal problema é a incerteza de que as empresas vão vender o que produzirem. Ainda são citados a limitação de recursos da companhia, carga tributária elevada e escassez de crédito.

Leia a íntegra aqui.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Super Bovespa

Estudo de uma empresa britânica aponta a Bolsa de Valores de São Paulo como a 4ª. do mundo. A conta é feita a partir da quantidade fechada de negócios. A de Hong Kong, na Ásia, se tornou a 2ª. em maior valor de mercado de todo o planeta.

Se olhar bem, talvez não pareça tanta surpresa. Ano passado, os investidores correram medrosos dos emergentes. Passado o receio do fim do mundo, voltaram a buscar mercados rentáveis.

Um professor disse uma vez: "para onde vocês acham que devem ir os investidores? Para a Venezuela, Zimbábue ou Brasil e China?". O que você acha?

Veja a reportagem completa no site do Financial Times ou no Estadão.

Parênteses na economia

Vale a pena ler a entrevista do jornalista Gay Talese para a 'Veja' nesta semana. Só poderia vir de um grande repórter.

Um trecho:
"O governo usa a imprensa mais do que a imprensa usa o governo. Hoje, devemos ter uns 10 000 repórteres em Washington. Há uma civilização inteira de jornalistas em Washington. Se eu dirigisse um jornal, eliminaria de 50% a 60% da sucursal de Washington e mandaria os repórteres para outros lugares do país, para Califórnia, Nebraska, Flórida. Sabe o que aconteceria? Estaríamos tirando a ênfase sobre o governo e neutralizando sua capacidade de controlar o discurso político. Em vez de ficarmos segurando o microfone para o governo falar, estaríamos trazendo notícia sobre como as decisões do governo são percebidas e como são sentidas longe de Washington. Isso é vida real. É cobrir os efeitos das medidas do governo sobre a economia, a gripe suína, seja o que for, mas longe do governo e perto da sociedade. A multidão em Washington decorre do fato de que as pessoas adoram o poder e ficaram preguiçosas. Jornalista ama o poder, ama lidar com o poder."

Revista 'Veja' edição 2117 de 17 de junho de 2009.

Mercado prevê retração menor da economia em 2009

A pesquisa feita pelo Banco Central mostra que analistas do mercado financeiro preveem uma retração no PIB em -0,55%. O número é menor do que o previsto anteriormente.

Semana passada, falava-se em -0,71%.

A inflação esperada para 2009 é de 4,39%. No levantamento anterior, a previsão era de um IPCA de 4,33%.

Os mesmos analistas apostam também em uma Selic de 9% no fim do ano, a previsão se mantém há 4 semanas.

Veja o Boletim Focus no site do Banco Central.

Alguns centavos a menos

Depois que o Banco Central baixou a Selic, comprar uma geladeira de R$ 1.500,00 sai por 12 x 179,31. São R$ 0,78 a menos por mês do que era em maio. A taxa de juros estimada para o comércio saiu de 6,12% ao mês para 6,04%. A economia em todo o financiamento é de R$ 9,36.

A menor taxa Selic da história fez menos diferença para o cheque especial. Quem fica no vermelho ainda paga 140,31% ao ano.

Significa, para as pessoas no negativo em R$ 1.000,00 por 20 dias, o custo de R$ 50,53. Mês passado, eram R$ 51,07 de juros. Isso mesmo... cinquenta e quatro centavinhos de economia. Dá para comprar uma bala.

O estudo é da Anefac.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Brasil na crise: último a entrar e primeiro a sair

Para a revista 'The Economist', o Brasil está pronto para sair da crise financeira mundial. E não é só isso: o texto do correspondente da edição em São Paulo informa que o país está entre os que entraram por último no redemoinho e pode ser um dos primeiros a escapar dele.

A reportagem começa com o bordão do presidente Lula: 'nunca antes na história deste país'. E diz que o Brasil jamais teve uma taxa de juros tão baixa, de 9,25% ao ano.

Se quiser, leia aqui a íntegra no site da publicação britânica.

Petróleo parece ver fim da recessão

A cotação do petróleo no mercado internacional atingiu o preço mais alto em quase 8 meses. O barril está em U$ 72.

A razão é a expectativa de um aumento no consumo. No auge da crise e da loucura, o barril foi abaixo dos U$ 40.

Clique aqui para ler reportagem do jornal 'O Globo'.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Vem aí um glossário

Pediram e vou atender. Em breve, publico um glossário com as principais palavras usadas em economia. Para socorrer as pessoas na hora do branco.

Selic x Poupança

O jornal 'O Estado de São Paulo' publicou a conta feita por um professor da Faculdade de Informática de Administração Paulista (Fiap). Na avaliação dele, os fundos com taxa de administração a partir de 2% perdem em rentabilidade para a poupança.

Leia a íntegra da matéria aqui.

Na conta de especialistas ouvidos pelo Correio Braziliense, o teto está mais perto. Os fundos seriam vantajosos até apenas 1% de taxa. Percentual garantido ao seleto investidor com mais de R$ 100 mil e que faça aplicação de longo prazo.

Veja a reportagem completa.

Vamos emprestar ao FMI

O Brasil vai financiar o FMI pela primeira vez na nossa história. O dinheiro pode ser repassado a países em dificuldade com a crise mundial.

Contabilmente, a mudança não altera o montante das reservas. E ganhamos politicamente.

Veja a notícia no 'Repórter Brasil':

Juros inéditos de 9,25% ao ano

O Banco Central deixou analistas boquiabertos ao cortar 1 ponto percentual da taxa Selic. Talvez, nem tanto. Mas depois da queda do PIB em 0,8%, menor do que todos previam, e com a poupança na jugular dos fundos de investimento, o mais previsível era uma redução de 0,75 p.p..

Melhor assim, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil diminuiram as taxas de juros para os clientes.

Alguns economistas avaliam que os fundos e os CDBs, apesar do juro em patamar historicamente baixo, ainda remuneram mais do que a poupança no caso de aplicações de longo prazo, com taxa de administração e imposto de renda menores. Eu sugiro a você que faça a conta na frente do gerente.

A poupança remunera 0,5% ao mês + TR, livre de imposto de renda. Para valer a pena, a taxa de administração nos bancos tem que ser muito baixa. E pode ser agressivo: boa taxa ou caia fora.

BSB: repercussão do PIB em queda

Matéria do 'Repórter Brasil', da TV Brasil, a rede pública de televisão.

PIB em queda: e aí?!

Nesta semana, saiu o resultado do PIB no primeiro trimestre do ano. A economia brasileira produziu 0,8% menos no início de 2009 do que nos últimos três meses de 2008. O Produto Interno Bruto em recuo nada mais é do que dizer que o brasileiro empobreceu mais um pouco.

O PIB mede o tamanho do mercado de um país, ou ainda, o valor de todos os bens e serviços produzidos num dado período. Só não entram na conta as atividades ilegais, por exemplo, tráfico de drogas.

A redução, ainda que não tenha sido tão grande quanto se esperava, traduz a queda nas exportações e nos investimentos. O pior desempenho foi o da índústria que fabricou menos carros, vestuário, calçados, máquinas e equipamentos.

E o Brasil entra oficialmente em uma recessão técnica, quando se tem dois trimestres seguidos de queda. No último trimestre de 2008, tivemos -3,6%.

Esses números têm tudo a ver conosco porque o padrão de vida, do país e do cidadão, depende da capacidade da economia em produzir bens (geladeira) e serviços (educação) para as pessoas.