terça-feira, 20 de outubro de 2009

Imposto para estrangeiro derruba bolsa

No primeiro dia em vigor, a cobrança de IOF do investidor estrangeiro fez a Bovespa fechar em baixa e o dólar subir. O governo quer afastar os especuladores e forçar o aumento da moeda estrangeira. Economistas duvidam da longevidade e da eficácia da mudança.

Acompanhe reportagem completa do Repórter Brasil:


Boleto de papel para que?

O sistema criado pela Febraban para acabar com os boletos bancários foi integrado nesta semana com toda a rede bancária. É o fim daquela papelada de contas sem fim.

Tem banco que vai cobrar pelo serviço porque vai oferecer outras facilidades. Por exemplo, avisar no celular quando uma conta vencer ou ainda permitir que as pessoas paguem as faturas com um torpedo. Facilidades têm preço.

O Repórter Brasil desta segunda-feira trouxe detalhes. Acompanhe:


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Quatro em cada dez brasileiros nunca ouviram falar no pré-sal


Fizeram uma pesquisa para comprovar o que todos já desconfiavam. O resultado da CNI/Ibope mostra que 39% dos brasileiros ainda não conhecem ou não ouviram falar no pré-sal. O desenho desta nota é da Petrobras.

Pré-sal é a camada onde está a maior reserva de petróleo descoberta no Brasil. O óleo está a uma distância de até 300 kms da costa e a 7 mil metros de profundidade. O nome técnico é culpa dos geólogos: Luiz Fernando Veríssimo explica.

Por que pré-sal chama pré-sal?

Vamos ceder a palavra ao mestre Luiz Fernando Veríssimo.









Luiz Fernando Veríssimo, para O Estado de S. Paulo:



"Especulei aqui se o certo não seria chamar de pós-sal, em vez de pré-sal, o lugar de onde sairá o bendito óleo, já que as brocas virão de cima para baixo.


(...) A explicação mais autorizada e simpática veio de um geólogo profissional, Guilherme Estrella, diretor de Exploração e Produção da Petróleo Brasileiro S.A.


Segundo ele, os geólogos têm uma lógica peculiar. Estudam a história do planeta de baixo para cima, pela sedimentação das suas rochas empilhadas ininterruptamente através do que chamam de tempo geológico.


As brocas retrocedem no tempo geológico. O que está por baixo é mais velho do que o que está por cima, por isso é pré. Pós-sal é tudo que está acima da camada de sal, inclusive você, eu e os peixinhos. Entendi."

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Mais um grau de investimento para o currículo do Brasil

Depois de ler a notícia de que a Moody´s promoveu a economia brasileira ao grau de investimento, muita gente se pergunta: "ué, mas o Brasil já não era grau de investimento?".

E a resposta é sim, já éramos. Os títulos foram concedidos pela Standard & Poor"s e pela Fitch, duas das maiores agências de risco do mundo.

Faltava a Moody´s, no entanto, para o País completar o status de ser considerado um lugar bom para se investir. Agora, temos no peito as três estrelas das três maiores agências.

É bem verdade que, desde o ano passado, antes mesmo do agravamento da crise, o mercado financeiro esperava a promoção da nota da Moody´s para o Brasil.

domingo, 16 de agosto de 2009

Mulher ainda é minoria na Bolsa

A participação das mulheres no mercado de ações brasileiro é pequena. Em julho, de cada 100 investidores, 22 usavam batom. Em números exatos, eram 22,44%.

Os homens são maioria, com 73,41%. E as empresas respondem por 4,15%.

Nos momentos de turbulências do ano passado, os percentuais se alteraram e, ainda que não em números significativos, mostram que mais mulheres deixaram a bolsa no auge da crise.

Em agosto, mês que antecedeu os piores dias do ano, a mulherada era 22,68%.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Organize suas contas e descubra em que economizar

Poupar passa primeiro por organizar as suas contas. Só é possível saber como guardar dinheiro se você conseguir enxergar em que gasta.

Ok, perdão se isso pareceu óbvio. A BM&F Bovespa tem um site muito interessante para ensinar, especialmente as mulheres, como economizar.

Para planejar seu orçamento, use uma planilha de gastos para acompanhar a saída dos reais de sua conta. Difícil fazer a planilha? Não entende nada de Excell? Ok, já fizeram isso por você. Baixe o documento prontinho neste link.

A TV Cultura criou um programa semanal de educação financeira, muito interessante. São apenas 12 minutos muito ricos em informações. Assista ao primeiro episódio aqui.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Mudança de regime tributário feita pela Petrobras: manobra ou saída?

Era uma vez uma crise financeira internacional que deixou o mundo inteiro assustado. No Brasil, o dólar disparou. Empresas que têm ativos (propriedades, estoques, equipamentos) no exterior enfrentaram essa situação de modo diferente: viram seus bens quase dobrarem de valor em reais numa tarde.

Um exemplo: digamos que você tenha um computador novinho que custe US$ 1.000,00. Em setembro, o dólar valia R$ 1,80 mais ou menos. Nos dias de crise, passou de R$ 2,40. De um momento para outro, seu computador, em moeda nacional, deixou de valer R$ 1.800,00 e passou para R$ 2.400,00.

Se você fosse uma empresa com o regime de competência para fazer o balanço, teria que pagar imposto sobre a diferença entre os valores. O fisco vai entender que você teve um ganho de R$ 600,00. Mas, efetivamente, você não ganhou nada porque nem pensa em vender o micro.

Pois bem, desde a última crise cambial, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, foi criada uma lei para proteger as empresas dessa oscilação cambial. Quem precisasse, bastaria optar pela mudança do regime de tributação. E só pagaria o imposto se efetivamente vendesse o bem, ou seja, se o dinheiro entrasse no caixa da instituição. Foi criado o regime de caixa.

O fato é que a 'monobra' ou a 'saída', escolha meramente semântica, está prevista em lei. Agora, a Receita Federal diverge sobre o momento em que a empresa tem que fazer a escolha. Ontem na CPI da Petrobras, o secretário interino disse que discorda da visão da antecessora. Lina Vieira tinha dito que a troca no meio do ano não era permitida

A Petrobras publicou nota explicando o que foi feito no balanço.

Os especialistas em tributação não têm uma visão única: tem quem diga que está certo e também errado.

Questionada sobre a situação, uma professora da FIA disse que entendia como incorreta. Já um advogado tributarista defende que a escolha do regime contábil pode ser feita a qualquer momento e precisa apenas ser aplicada para todo o ano.

Ou seja, é um cinza jurídico.

O senador Delcídio Amaral (PT/MS) disse que são mais de 5 mil empresas nessa situação. Se alguma for multada, vai questionar na Procuradoria de Fazenda Nacional, que decidirá em definitivo.

Para entender o jogo político: o governo segura a bandeira de que a medida é permitida. E a oposição, claro, segura a da irregularidade.

Investidor estrangeiro em empresas aumenta participação


O gráfico do Banco Central mostra que o Brasil atraiu investidores estrangeiros interessados no rendimento da produção mesmo durante os piores dias e meses da crise financeira mundial. E, mais, o interesse permanece alto.

O investimento estrangeiro direto aparece usualmente com a sigla IED e aponta o interesse internacional na economia de um país no longo prazo. É dinheiro que entra para motivar a indústria e gerar emprego.

O recurso aplicado em renda fixa, no entanto, despencou durante a crise. E até junho, não mostra uma significativa reação. Esses dólares entram para investimento em ações, em títulos públicos, enfim, no mercado financeiro.

O quadro foi apresentado pelo presidente do Bacen, Henrique Meirelles, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, a Firjan. Clique aqui para visualizar a íntegra do documento.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Dólar cai, Bovespa dispara, petróleo sobe... que mundo doido

Estranho tanto sobe e desce... especialmente porque as bolsas dos Estados Unidos e do Japão caíram. O dólar pegou um escorregador longo.

Outra informação que parece contraditória é o preço do petróleo Brent, negociado em Londres, que fechou a US$ 75,35, alta de 1,44%.

O fato, no entanto, é de que a bolsa atrai neste momento investidores estrangeiros, que trazem dólar e ajudam a derrubar mais a cotação da moeda.

O petróleo em alta parece indicar que já não se teme o fim do mundo.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Bolsa dispara em rentabilidade


Quem entrou, ganhou muito. A Bovespa teve valorização neste ano de 45,85%. O melhor número em 10 anos.

Não foi milagre: a Bolsa despencou em setembro do ano passado e entrou em 2009 ainda em ritmo baixo. Passado o momento de pânico, recuperou as perdas da crise.
Entrar na Bovespa, no entanto, ainda é um mistério para um monte de gente que gostaria de investir nas empresas brasileiras. Em breve, vou ensinar os caminhos até a compra de uma ação. Aguarde.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Presidente afirma: crise ficou no passado

Em encontro com empresários do setor de infra-estrutura na noite desta quarta-feira, o presidente Lula disse que a "crise está virando coisa no passado". E garantiu que não se trata de "ufanismo".

Conversei antes do evento com 3 empresários. Dois reclamaram que o momento de instabilidade e de queda na produção ainda não foi superado. Alinhado com o presidente apenas um, que dirige uma construtora em Brasília, setor que impulsionado pela demanda dos servidores públicos não viu mesmo a crise.

Assista ao noticiário do Repórter Brasil.


Será mesmo que a crise passou?

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Contas do governo encolhem 70%

Saiu o 'balanço' das contas do governo no primeiro semestre do ano. E preocupa. O superávit primário encolheu 70% na comparação com o ano passado.

Significa que o governo gasta mais e recolhe menos. O superávit primário é um dinheirinho que precisas ser economizado para colocar em ordem a super-mega-dívida pública que o país tem.

O superávit primário precisa existir para ir lentamente diminuindo o grau de endividamento do país. E não se engane, este dinheiro geralmente dá apenas para pagar parte dos juros. Nem chega a diminuir o tamanho da dívida.

E por que isso é tão importante? O país conseguiu o status de 'grau de investimento' das agências de avaliação de risco, atraiu capital estrangeiro e agora exibe alguma resistência diante da crise porque, desde 1999, o governo se comprometeu a fazer o superávit.

Pois bem, em 2008, diminuímos o nível de endividamento do Brasil para baixo dos 40% do PIB.

Em jogo neste momento, claro, é a política anticíclica para motivar a economia. Gastar mais e reduzir IPI para fazer o país crescer. Mas será que o governo saberá identificar a hora de parar e dar atenção para as contas?

O ministro Paulo Bernardo afirmou ontem que a crise acabou no Brasil. Vamos aguardar.

Leia reportagem sobre o superávit primário no Estadão.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Bancos enxergam fim da recessão no Brasil

Estudos feitos pelo Itaú e pelo Bradesco apontam para o mesmo caminho: o fim do recuo do PIB no Brasil. A queda terminou em maio, revelam as pesquisas.

O Pais, no entanto, não está livre ainda de fechar o ano em recessão. Parece estranho?

Na verdade, o PIB de um ano leva na conta o resultado dos 4 trimestres. Terminamos o primeiro com recuo de 0,8%. Matematicamente, só é possível terminar o ano com sinal positivo se o crescimento que se suceder for capaz de compensar o negativo dos três primeiros anos. E os dados não apontam essa possibilidade.

Leia reportagem completa do colunista da Folha, Guilherme Barros.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Planos de saúde querem reajuste para pagar gripe suína

Os planos de saúde arcam neste momento com o aumento dos gastos. Tem convênio com 15 internações simultâneas de beneficiados com suspeita da gripe suína, 8 estão na UTI.

Corremos o risco dos custos extras chegarem ao consumidor. Disse Eduardo Assis, da Unimed-Rio:

"No ano que vem, ao negociar com a Agência Nacional de Saúde Suplementar o reajuste, vamos mostrar as planilhas e pediremos um repasse maior. Já ocorreu com a dengue e deve ocorrer com a gripe suína".

Veja reportagem completa no Valor desta segunda-feira.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Dólar em queda anima turistas brasileiros

As sucessivas baixas na cotação do dólar motivaram quem pensa em atravessar o oceano.

Um leitor e grande amigo escreve para perguntar se é hora de comprar a moeda estrangeira. Ele embarca para a Europa no ano que vem.

Aviso de saída que errar a previsão para dólar é coisa até de financista. Conheço um cidadão que trabalhou brilhantemente na tesouraria de um banco e que não soube escolher a hora de comprar a moeda para pagar o curso do filho: fechou contrato no momento de alta.

O fato é que especular sobre a taxa de câmbio é um risco. E se vai subir ou descer, ninguém sabe de verdade.

No entanto, existe uma estratégia para minimizar o risco de grandes variações: melhor ir comprando a moeda aos poucos. Em lotes.

Isso vai garantir um preço médio aceitável. Se cair depois, você ainda terá que comprar mais, então, aproveitará a queda. Se subir, não terá que pagar mais por todo os dólares que precisa.

Outra sugestão que eu daria é já comprar a moeda necessária. Se o destino é a Europa, negocie o euro. E isso é meramente empírico: cada vez que se faz o câmbio de uma moeda, a corretora vai cobrar um pedacinho do dinheiro.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Orgulho de ser o 5º

O corte na taxa Selic desta quarta-feira deixou o país em quinto lugar no ranking das nações com maiores juros do planeta. Sinta-se orgulhoso, já fomos os primeiros.

No mercado financeiro, não são esperados novos cortes para as próximas reuniões do Copom. Será que estacionaremos no quinto lugar? Na verdade, gostaria de propor outra pergunta: por que o Brasil tem taxa de juros tão alta?

Basta falar da história pós-Plano Real porque, antes disso, a economia do Brasil era como uma ficção científica mexicana. Quando foi concebido, o real tinha em uma das bases a necessidade de atrair dinheiro de investidor externo. Os dólares eram essenciais para manter a paridade dólar - real que enjaulou a inflação.

Saltemos alguns anos e, amadurecido, o real ganhou sustentação. A taxa básica de juros passou a ser usada como principal instrumento para manter a inflação dentro da meta.

Significa dizer que, diante da ameaça do animal que põe fogo pelas ventas, sobe-se a taxa, o que faz o ritmo de consumo diminuir e a remarcação de preços recuar.

Neste tempo de crise financeira internacional, quando não se teme a inflação, vamos experimentar a vida com taxa de gente.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Pense em investir no seu imóvel

Se o Banco Central cortar a taxa básica de juros nesta quarta-feira, e o mercado aposta que sim, vamos bater novo recorde: o mais baixo patamar da Selic.

E isso indica bom momento para quem está pensando em comprar um imóvel. Veja como faz sentido:

Estaremos diante da mais baixa Selic da história, talvez no menor piso possível, apesar de ainda figurarmos entre os países com maior taxa de juros.

Diversas projeções apontam subida em 2010. Reflexo também da possibilidade de aumento da taxa nos Estados Unidos.

Assim, Selic no percentual mais baixo da história vai ser bom para financiamento com taxa pré-fixada. Você compra com Selic baixa e paga ao longo dos anos sem ser afetado pelas subidas.

Mas atenção! Negocie seu contrato sem a TR, ainda que o banco cobre uma taxa de financiamento maior, isso vai diminuir o risco dos juros chegarem até sua prestação.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Dólar a R$ 1,90: desvalorização atinge 18,53% no ano

Duas razões para a desvalorização do dólar têm tido pouco destaque.

A balança comercial brasileira mantém o registro de superávit: mais vendas de produtos brasileiros do que compras de importados.

Este dado sinaliza para o mercado de câmbio que mais moeda estrangeira entra no País, o dinheiro que o exportador vai receber. A indicação de mais oferta de dólar no horizonte ajuda a derrubar a taxa.

Outro dado relevante é a desvalorização do dólar no mundo todo: reflexo principalmente do aumento no endividamento dos Estados Unidos.

Leia mais sobre o fechamento do dólar no Infomoney.

sábado, 18 de julho de 2009

PGBL ou VGBL?! Hã?!?!?!

Quando os planos de previdência complementar chegaram ao Brasil, ganharam os belíssimos nomes de PGBL e VGBL. Desculpe pela ironia, os inventores não foram nada criativos.

- O que significam?

PGBL - Plano Gerador de Benefícios Livres

VGBL - Vida Gerador de Benefícios Livres

- O que têm em comum?

Os dois tipos têm muitas características semelhantes: você paga uma quantia mensal e, quando atingir a idade combinada de aposentadoria, receberá pagamentos mensais até o dia em que embarcar para outra dimensão e não precisar mais de dinheiro.

- Qual a diferença?

A forma de tributação é o que os diferencia. O PGBL é mais vantajoso para quem declara imposto de renda no formulário completo porque deduz do valor a pagar até 12% da renda.

Os solteiros sem dependentes e sem grandes despesas médicas frequentes, quase sempre, declaram no formulário simplificado, então o melhor é o VGBL. Porque só pagam imposto sobre o que render o investimento.

Deixe suas dúvidas no comentário.

O portal 'Terra' tem uma página bem explicativa sobre o assunto.

Aposentadoria: por que voltar nesse assunto?

Por algum motivo aparentemente desconhecido, tenho me preocupado com minha aposentadoria. Talvez tenha algo a ver com o fato de eu passar para a terceira década de vida e sentir a sensação de que deixei para pensar nisso tarde.

Com ânimo de criancinha, planejo aprender a tocar um instrumento musical. Já me matriculei para uma turma que começa no mês que vem. Sonho chegar aos 60 anos craque e, quem sabe, viajarei para levar a música longe. Delírio?!Tem grande chance.

O fato bem razoável, no entanto, é que finalmente fiz meu plano de previdência privada. Meu único pensamento é fazer um esforço agora para ter algum retorno no futuro.

E como escolher? Quais planos existem?

Vou lhe dar algumas instruções básicas.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

O nosso Big Mac é mais caro do que os outros

O Big Mac made in Brazil é mais caro do que o feito nos Estados Unidos. Pior ainda: o mesmo sanduíche é mais barato na Rússia e na China.

A revista The Economist, que faz a pesquisa, explica que o real valorizado frente ao dólar é o motivo da nossa colocação no ranking. Leia reportagem no G1.

Eu, modestamente, tenho um dado a acrescentar. A teoria da Oferta e da Procura explica quase tudo em economia. Quando há muita procura e pouca oferta, o preço sobe.

Em Brasília, onde há McDonald´s sempre tem um Bob´s. Em outras cidades, no entanto, existem várias outras opções de fast food, o que nem chega a ser um mérito, concordo. No Rio, tem o KFC. Em São Paulo, muitas lojas da Pizza Hut e um Habib´s a cada esquina.

Eu tenho ainda uma outra alternativa. Faça um bem para suas artérias e para seu bolso: troque o McDonald´s por um restaurante de comida caseira. Mais barato, mais saudável.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

A melhor herança: educação

Educação em economia tem um nome pomposo: capital humano. Talvez o uso do 'capital' se deva ao fato de que também signifique dinheiro.

Pessoas com mais anos de estudo têm, em média, salários mais altos e melhores oportunidades. Tanto melhor se a educação incluir a financeira.

Em viagem ao Rio, peço desculpas pela nota curta, mas fica aqui uma recomendação de leitura com dicas aos pais que queiram ensinar aos filhos como lidar com dinheiro_ o que, mais do que o conhecimento em qualquer área, vão usar para todo o sempre.

O texto é de Flávia Furlan Nunes, do Infomoney.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Se todo mundo quer comprar, como fica a economia?

Uma pesquisa do Serasa Experian e outra do Provar, ligado à USP, revelam que a disposição do brasileiro em consumir recuperou o vigor de antes da crise.

O dado é visto com bons olhos pelos analistas.

Isso porque o PIB, a forma de calcular a produção total do país, leva em conta o consumo das famíias. Mais consumo, maior o PIB.

O PIB nada mais é do que um jeito complexo de fazer a seguinte conta:

PIB = C + I + G + X - M

Legenda
C ¬ Consumo das Famílias
I ¬ Investimento
G ¬ Gastos do Governo
X ¬ Exportações
M ¬ Importações

Bom dizer, no entanto, que se é ótimo para a economia, comprar para a família só é bom se o produto é realmente necessário e está dentro das possibilidades de pagamento. Óbvio, né?!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

As palavras da moda na crise

Engraçado como o noticiário cria palavras da noite para o dia. E faz de conta que todo mundo sabia de tudo há muito tempo.

Um exemplo, é alavancagem. Que raio de coisa é essa?

ALAVANCAGEM - Em linhas gerais, seria 'trabalhar' com o dinheiro alheio e tomar impulso a partir dele.

Alavanca é um termo estudado na física. Trata-se de um objeto fixo que multiplica a força de impulso como o globo, na figura abaixo.




As empresas geralmente começam com recursos do dono. Depois de um tempo, qualquer companhia que deseja crescer pode 'alavancar' os negócios. Significa pegar dinheiro emprestado para aumentar a produção: construir uma nova fábrica, comprar um equipamento novo, contratar mais vendedores. E não caberia trocar simplesmente por endividamento porque imagina-se que o investimento vai valer a pena e render mais do que os juros que o empresário vai pagar.

Em contabilidade, calcula-se a alavancagem da empresa dividindo o ativo (o que a companhia tem para gerar o produto que fabrica: estoques, dinheiro em caixa, contas a receber, etc) pelo patrimônio líquido (dinheiro do acionista). Não se assuste, você vai precisar fazer a conta. Basta saber que significa uma forma de medir o quanto de dinheiro emprestado está na indústria.

Exemplo: Empresa A

Ativo = $ 60.000
Patrimônio Líquido = $ 10.000

Alavancagem = 60.000 / 10.000 = 6

A empresa trabalha 6 vezes alavancada. De cada $ 6 que a companhia tem em estoque, em dinheiro, em contas a receber, $ 1 é do dono e $ 5 são emprestados. O que é uma alavancagem alta, mas serve para ilustrar.

Os bancos trabalham alavancados. Porque pegam o dinheiro de quem quer guardar e emprestam para quem quer investir, consumir, empreender. O que a crise financeira global nos mostrou foi que os bancos dos Estados Unidos trabalham mais alavancados do que os brasileiros.

Significa dizer o que você já sabe: bancos nos Estados Unidos pegam quase todo o dinheiro que recebem e emprestam. Os nossos são mais conservadores: guardam boa parte em títulos do governo que sempre renderam muito e emprestam pouco para o setor produtivo.

Claro, que uma empresa ou um banco muito alavancado corre grande risco de dar calote. E alavancagem fora do controle é sim endividamento. Mas não deixe o significado ruim contaminar a palavra. Em tese, uma empresa alavancada tem possibilidade de gerar mais produtos, empregos, riquezas.

O site Infomoney fez um apanhado das expressões mais corriqueiras nos jornais.

domingo, 12 de julho de 2009

Profissional brasileiro exportado tem direito ampliado

Entrou em vigor nesta semana a lei que amplia os direitos dos profissionais brasileiros enviados ao exterior para trabalhar.

Antes, apenas engenheiros tinham garantias. De agora em diante, se o país de destino tiver leis trabalhistas menos rigorosas, valem as regras brasileiras.

O expatriado tem direito a FGTS, Pis/Pasep, férias no Brasil a cada 2 anos e ainda retorno garantido em caso de doença.

Leia reportagem no boletim de Finanças da Infomoney.

Idosos inflacionados

As pessoas com mais de 60 anos sofreram mais com a inflação em abril, maio e junho do que a média da população.

O IPC-3i, Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade, calculado pela Fundação Getúlio Vargas, apontou inflação de 1,15%.

O índice nacional, o IPC, ficou abaixo do IPC-3i, em 0,98%.

Leia reportagem completa no Infomoney.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Use filtro solar e faça um plano de previdência

Entrevistei um dermatologista para falar sobre uma nova técnica de tratamento de pele que prometia regredir a aparência de uma pessoa de 90 anos de volta aos 50.

Ouvi que a melhor coisa que inventaram para a pele era o filtro solar porque evita o envelhecimento. Tudo que veio depois é uma tentativa de recuperar o tempo em que o pobrezinho não foi usado.

A velhice parece ser um paradoxo. Tudo culmina nessa idade. Não reclamo só da pele, não. Quem envelhece, em tese, tira férias por tempo indeterminado. Mas férias costumam ser caras.

Problemas só para o futuro? Talvez. Mas não estou certa de que um creme verdadeiramente revolucionário vai surgir nos próximos anos. Ou que vão aumentar as chances de ganhar na loteria.

Por via das dúvidas, decidi investir no filtro solar e em um plano de previdência.

Lojistas querem diferenciar preço

O Senado aprovou projeto que permite ao lojista cobrar preço diferente para quem vai pagar com cartão de crédito e dinheiro.

O Ibedec acha que é jogar nas costas do cliente a briga entre comerciantes e operadoras de cartões.

Alguns consumidores apóiam a iniciativa porque quase nunca entendem por que o preço à vista é sempre igual ao a prazo.

Veja detalhes no vídeo do 'Repórter Brasil'.


quarta-feira, 8 de julho de 2009

Dançando na crise

O tradicional jornal britânico Financial Times publicou reportagem em que afirma que o Brasil passa dançando pela crise internacional.

O texto pondera que o País precisa de mais infra-estrutura e nota que as contas públicas apontam para déficit, mas nada que comprometa a capacidade brasileira de atrair recursos externos.

A edição de 'O Estado de S. Paulo' desta quarta-feira trata do assunto.

Receita Federal avalia que carga tributária cai em 2009

Depois de atingir uma marca nunca vista na história deste País, a carga tributária vai cair em 2009. É o que diz a Receita Federal.

Soa como consolo, mas quem vai pagar menos tributos? Só aqueles que compraram carro, eletrodoméstico e material de construção porque não desembolsaram parte do IPI, o Imposto sobre Produtos Industrializados.

O 'Repórter Brasil' exibiu reportagem sobre o recorde de impostos e o estudo que mostra quanto dos tributos arrecadados voltam para a população.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Por que se fala tanto em reforma tributária?

Eu apostaria que 5 em cada 5 brasileiros concordam que a carga tributária no País é alta e que reformas são necessárias. Mas só isso é consenso. Quando se discute a melhor forma de arrecadação, aí cada leão quer defender a sua chácara.

Os acadêmicos, mais isentos, defendem que a carga tributária 'escondida' no preço dos produtos é uma forma de tributar mais quem ganha menos. E essa injustiça deveria ser corrigida primeiro.
Pense na seguinte situação: um homem que recebe 1 salário mínimo e outro com renda de R$ 10 mil compram 1 kg de feijão pelo mesmo preço. Estudo da Fipe demonstra que se o pacote custou R$ 3,34. Se não fosse o imposto, 18%, daria para vender o produto R$ 0,60 mais barato.

Na conta de quem pesou mais os R$ 0,60 de tributo? Na carteira do homem com salário de um mínimo.

Economistas da Fipe fizeram, em março de 2007, uma proposta para arrumar o sistema tributário do país. A idéia é unificar ICMS, IPI, ISS, PIS/PASEP, COFINS e SIMPLES em um único imposto sobre o consumo.

A reforma tributária que tramita no Congresso Nacional com a pressa de uma tartaruga de férias não tem nada a ver com essa proposta. Algumas opiniões mais contudentes afirmam que o texto pode piorar ainda mais a confusão que existe hoje.

Nenhuma solução à vista.

Olha o seu imposto aí, gente!

Informação da Receita Federal divulgada agora de manhã mostra que o brasileiro pagou recorde de impostos em 2008.

De cada R$ 100 que o País produziu, R$ 35,80 foram parar nos cofres do governo.

Leia reportagem completa no site do G1.

Mais uma nota de 'seguro para investir' no caminho do Brasil

A agência de classificação de risco Moody´s reavalia a nota de risco do Brasil, o rating. O mercado financeiro dá como certa a melhora no índice.

A Moody´s resistiu a dar nota de bom lugar para investir, ou 'investment grade' em inglês, ao Brasil. As outras duas grandes agências de classificação de risco, a Standard & Poors e a Fitch elevaram a nota do País no ano passado.

O Estadão de hoje entrevistou o diretor regional da agência para a Amélica Latina.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Sinal de fumaça? Saques na renda fixa e depósitos na poupança

A comparação de dois números me deixou intrigada. A avaliação do comportamento da poupança mostra entrada superior à saída de dinheiro em junho. São R$ 2,08 bilhões a mais na caderneta no mês. Saber de onde veio essa grana não é fácil.

Outra informação surgiu da Associação Nacional dos Bancos de Investimento, a Anbid, que mostra que no mesmo mês saíram da renda fixa R$ 1,5 bilhão.

O estudo da Anbid está no site da instituição. E os dados da poupança, no endereço eletrônico do Banco Central.

Não daria de imediato para associar que o dinheiro da poupança saiu da renda fixa. Mas é de se suspeitar... especialmente em um momento em que a caderneta tem rentabilidade robusta e superou o ganho do CDB com taxa de administração de mais de 1%.

O professor de finanças do Ibmec, César Frade, no entanto, avalia que ainda é cedo para relacionar a entrada de dinheiro na poupança com a fuga de investidores da renda fixa.

Ainda assim, parece uma fumacinha, você não acha?!

Regra de 1/3 para sempre ter dinheiro

Uma super dica para não deixar faltar dinheiro na sua vida. E não é simpatia. Divida sempre a sua renda em 3 partes:

1/3 use para pagar suas contas (aluguel, celular, energia elétrica)

1/3 gaste com você mesmo (sapato, jantar, cursos)

1/3 poupe (fundo de investimento, poupança, ações)

Esta regra a editora-chefe do jornal "Repórter Brasil", Antonieta Goulart, aprendeu com um homem rico. Ela lembra que o fundador da rede Bandeirantes, João Jorge Saad, lhe ensinou as sábias palavras há alguns anos.

"Desde que comecei a fazer, nunca mais fiquei sem dinheiro" _ garantiu a Antonieta.

O Seu João também não teve problemas financeiros. Deixou uma fortuna e uma rede de televisão para os herdeiros.

Deve funcionar.

Até Mickey faz promoções para enfrentar crise

A crise financeira também atingiu o reino encantado da Disney. Mas visitar o Mickey, para quem tem reserva em caixa, está em média 40% mais barato do que nos outros anos.

Na tentativa de atrair os turistas que fugiram quando a crise chegou, os parques lançaram uma promoção de alimentos grátis para os visitantes em baixa temporada, entre 16 de agosto e 3 de outubro.

Leia reportagem completa na Folha de São Paulo.

Ninguém quer saber da poupança

Informação do Banco Central mostra que a temida corrida para a poupança, esperada depois da queda da taxa básica de juros da economia, ainda não dá sinal de vida.

O receio surgiu porque a caderneta está mais rentável do que vários investimentos. Ainda assim, ninguém parece demasiadamente interessado em deixar antigas aplicações pra migrar para a poupança.

Uma possível explicação é o movimento de bancos que reduziram as taxas de administração dos fundos. Excelente momento para ir até o seu gerente e negociar melhor rentabilidade para o seu investimento. Leia reportagem do Estadão de hoje.

E fazer a conta não é tão complicado. Imagine que seu rendimento em renda fixa vai ter descontado imposto de renda e a taxa do banco, fora isso, tem que render mais do que os 6% e mais TR da poupança. Se não der, passe no caixa automático e transfira seu rico dinheirinho para a caderneta.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Descanso para o fim de semana

Ouvi uma vez um amigo mais velho dizer que casar é a melhor coisa que um adulto poderia fazer. E deu razões financeiras perfeitas para isso: sua renda vai dobrar e, portanto, várias coisas se tornam menos difíceis. Por exemplo, financiar um apartamento.

Eu li uma crônica incrível e vou sugerir também a ele que leia. Economia é uma parte importantíssima da nossa vida, mas, perdão, tem um monte de coisas sensacionais além disso.

Para relaxar e entender porque comentei do casamento, leia a crônica de Antonio Prata, na Agência Estado.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Glossário: swap e rating

A partir de hoje, vamos publicar a tradução de algumas palavrinhas de economia que costumamos ouvir falar, mas nem sempre sabemos bem o que é. Começamos com duas:

SWAP - Contratos de swap são comuns no mercado financeiro. E são simples contratos de trocas. Um investidor pode firmar com um banco, por exemplo, um contrato de swap de taxa de juros para que um pague ao outro uma taxa acertada, combinada entre os dois. Por que eles fariam isso? Para se proteger de uma eventual mudança brusca no mercado. Um tem certeza de que deixou o risco de perder para o outro.

RATING - É o risco financeiro de algo ir à bancarrota. Por exemplo, suponhamos que uma agência de risco, a Standard & Poors, dê nota A para um investimento. Significa que o rating (=risco) deste investimento é baixíssimo. Claro que isso vale para quem ainda acredita nas agências de risco. Aguarde mais postagens. Vou voltar no assunto.

15 anos de Real e estabilidade

O Repórter Brasil contou a história do plano.


quarta-feira, 1 de julho de 2009

Poupança é o melhor investimento para pequeno poupador

A poupança rendeu mais do que os fundos de renda fixa para os pequenos poupadores neste ano. Quem tem menos dinheiro aplicado, quase sempre, paga maior taxa de administração ao banco.

O estudo é da Bolsa de Valores de São Paulo que mostra também que o melhor investimento do período foi, de longe, em ações. O índice Bovespa subiu 37% no primeiro semestre.

Para o investidor estrangeiro, que trouxe dólar e investiu em real, o resultado foi ainda melhor. Isso porque também houve desvalorização do real, então, o ganho foi também no câmbio.

Leia a matéria do Estadão.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Quanto menos você ganha, mais paga de imposto

Uma pesquisa do Ipea comprova que o trabalhador pobre paga proporcionalmente mais imposto do que o rico. A diferença se explica porque a carga tributária está embutida nos produtos. E, se um consumidor gasta 50% da renda com alimentação, por exemplo, o peso deste imposto fica mais evidente do que para aqueles que gastam a metade.

E o cenário tem piorado. Quem ganha até 2 salários mínimos pagava 48,8% de imposto em 2004. Ano passado, este percentual atingiu 53,9%. O quadro abaixo mostra o tamanho dos tributos nas demais faixas de renda:


Leia reportagem no Infomoney.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

O IPI reduzido: quanto e onde

Para quem não tem mais paciência de ler sobre o IPI, mas quer saber o essencial, sugiro visitar o portal de notícias G1.

Uma arte detalha as medidas do governo, novas alíquotas e setores beneficiados.

Leitura curta e didática.

O Real completa 15 anos na quarta-feira


Os jovens adolescentes do país não sabem o que perderam... porque, na verdade, não perderam nada. São privilegiados.

Nasceram junto com a estabilidade e quando a inflação foi degolada pela equipe econômica de Itamar Franco que implementou o Plano Real. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso era então ministro da Fazenda.

Se fosse menina, o Real mereceria um baile de debutante. A moeda resistiu brava e intacta à maior crise que se viu em décadas.

Lembre a história, ou a estude para quem tem menos de 30 anos, no site do jornal 'O Globo'.

domingo, 28 de junho de 2009

É hora de comprar?

Desculpe ser evasiva, mas a melhor resposta para esta pergunta é DEPENDE.

É preciso dizer que o governo quer que você compre. No mundo capitalista, o consumo é o sangue do sistema: faz a indústria produzir, contratar, pagar salário, etc.

Mas, para suas finanças pessoais, consumir não é o melhor a fazer sempre. Isso porque poupar, guardar dinheiro para o futuro, vai lhe trazer mais vantagens.

Para quem está pensando em comprar um carro agora, por exemplo, e aproveitar a redução do IPI, algumas considerações:

- O melhor é sempre evitar pagar juros. Se a compra pode ficar para o fim do ano, por que se endividar?

- Se um carro novo é necessário e o financiamento inevitável, então, espere. Um ou dois meses adiante, com a trajetória de queda nas taxas de juros, o custo do empréstimo vai ficar menor. Que tal?

- O automóvel do ano não vai durar até a sua velhice. Então, sugiro que faça um investimento a longo prazo. Você já tem um plano de previdência privada?

Pense nisso.

Comprar DEPENDE de onde você está com sua cabeça: no presente ou no futuro.

sábado, 27 de junho de 2009

Tudo indica que IPI segue reduzido

O Palácio do Planalto não confirma oficialmente, mas já foi marcada cerimônia na segunda-feira para o anúncio de "de medidas de estímulo à economia".

O evento está na agenda do presidente Lula às 11h30 no Itamaraty .

sexta-feira, 26 de junho de 2009

As contas do governo no vermelho: e daí?!

Análise do Banco Central revela que a relação dívida x PIB vai aumentar no país até o fim do ano. A expectativa é de que alcance 42% do PIB. Significa que de cada R$ 100 que o Brasil produz, o governo deve R$ 42 para alguém.

Nenhum economista vai botar o dedo em riste para acusar o governo de lançar a estabilidade do país ao risco. Isso porque existe uma tese consolidada em economia de que em momentos de crise, o governo gasta para incentivar o crescimento. Passada a turbulência, a cartilha manda retomar a austeridade.

No Brasil, a parte número um foi feita. Uma queda na arrecadação e o aumento das despesas já levaram o país a fechar o primeiro mês de maio no vermelho em 10 anos.

O problema vai ser retomar a austeridade depois. Isso porque tem-se feito a avaliação de que o atual governo aumenta gastos com despesas impossíveis de se livrar depois. Por exemplo, o aumento de salário dos servidores.

Interessa nessa história toda o fato de que o endividamento de um país é um importante pilar. É essencial, por exemplo, para o controle da inflação.

O imposto junino

Enquanto as festas juninas arrastam quadrilhas animadas, o governo fatura. Pesquisa do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário mostra o tamanho do imposto escondido no meio do quentão, do milho cozido e da canjica.

Imagine uma paçoca divida em três pedaços. Uma parte inteira é o peso dos impostos. É isso mesmo, a fatia de quase 37% é carga tributária.

Achou muito?! Pois beber é ainda mais caro. No quentão, mais de 61% são impostos.

Leia a reportagem completa no Infomoney.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Inadimplência recorde no Brasil: é o subprime?

Longe disso. Respire fundo, a inadimplência não está nem perto da comparação com o sub-prime dos Estados Unidos.

A preocupação é do leitor Thiago Interaminense e surgiu depois de divulgado um relatório do Banco Central. Os dados mostram aumento do índice de inadiplência para um patamar nunca registrado. De cada 100 crediários, mais de 8 (8,6%) deixaram de ser pagos.

O que mais cresceu isoladamente foi a falta de pagamento no cheque especial. E caiu para crédito pessoal.

Apesar do número ser alto, está longe do que caracterizou o sub-prime dos Estados Unidos. Lá, a forma de concessão de crédito ficou conhecida como Ninja (no income, no job and no assets), que seria o mesmo que dar empréstimo para quem não tem renda, emprego e nem bens.

Alguém já viu banco brasileiro emprestar dinheiro para algum Ninja? Tudo indica que não.

Faltam carros na reta final do IPI

A TV Brasil mostrou a correria de consumidores nas concessionárias para aproveitar os últimos dias garantidos de IPI reduzido. O prazo de isenção acaba na próxima terça-feira.

O economista Jorge Nogueira, ouvido na reportagem, acredita ser mais provável a hipótese do retorno do IPI em alíquota menor e em doses homeopáticas até recuperar o tamanho que tinha antes da crise.

Assista:


IPI: alíquotas voltam aos poucos

Prorrogar ou não a isenção do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros, eletrodomésticos e material de construção parece um dilema para o governo.

O comércio e a indústria realmente se beneficiaram: as vendas cresceram e algumas montadoras, por exemplo, até recontrataram demitidos.

Mas a arrecadação do governo desaba há 7 meses seguidos. Nos corredores do Centro Cultural Banco do Brasil, onde a presidência da República trabalha até o fim da reforma no Palácio do Planalto, parece cada vez mais forte a tese de que o IPI vai voltar sim, mas aos poucos.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Olha a China... outra vez

O comércio de produtos com a China chega à terceira semana de junho com saldo favorável ao Brasil. O resultado interrompe a história de sucessivos superávits a favor dos asiáticos, que sempre venderam mais aos brasileiros do que compraram.

Isso é ótimo para o Brasil, mas especialistas dizem que não se sustenta. A China tem grandes chances de retomar a vantagem no comércio internacional.

Aliás, a China pegou dos Estados Unidos o posto de maior parceiro comercial brasileiro: para onde mais se vende e o país que mais compra. Claro, também isso pode ser temporário.

Aguardemos as próximas balanças comerciais. A notícia está no Estadão.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Com quem ficou a diferença do diesel?

Quando a Petrobras anunciou queda no preço do diesel para as refinarias, esperava-se uma queda de 9,6% do litro na bomba. Dias depois, ninguém viu. A redução é de menos de 3% no país todo.

A federação do setor diz que as distribuidoras têm estoques antigos. Será que mantinham estoque de diesel para 15 dias?! Que estranho...

Aposto que o presidente Lula também acha o fato intrigante e, por isso, olhou de soslaio para os empresários. Em viagem ao Rio de Janeiro, disse que é melhor dar dinheiro aos pobres do que reduzir imposto porque as empresas não repassam aos consumidores.

Empresa não paga imposto, recolhe imposto

Pode parecer estranha a frase acima, mas é a mais pura verdade. O imposto que incide sobre a produção de um bem é pago pela pessoa que compra. E a frase do título não é minha, é de uma professora de contabilidade.

Eu explico: veja a sua conta de luz. Lá tem escrito o valor da base de cálculo (quanto custou o serviço) e somam em seguida: ICMS, PIS/Pasep, Cofins. Todos essas palavrinhas são impostos e taxas. Tudo junto, temos o valor total.

Dizer que a companhia paga imposto pela luz que nos fornece? Não! Eu e você pagamos. A empresa RECOLHE, repassa ao governo.

Claro que empresa paga encargos sociais, impostos sobre a folha de pagamento e sobre o lucro, sim, como as pessoas físicas pagam imposto sobre a renda.

Talvez você não tenha pensado, mas, além do IR descontado no seu salário, todos os dias você paga imposto quando compra um pãozinho de manhã, quando almoça no restaurante, no chocolate de sobremesa, no vinho do jantar. Meu caro, em tudo há um imposto.

Presidente Lula: melhor dar dinheiro aos pobres do que reduzir imposto

O presidente Lula em viagem ao Rio de Janeiro fez uma breve análise sobre as ações do governo para recuperar a economia. Veja um trecho:

"Presta atenção nesses números, porque esses dias eu tive uma reunião em Brasília com o Ministro da Fazenda, com muitos empresários, e eu falei para eles: olha, em vez de a gente ficar desonerando o tanto que a gente está desonerando, é melhor pegar esse dinheiro e dar para os pobres. Na hora em que os pobres tiverem dinheiro e forem comprar, vocês têm que produzir. Eu, às vezes, desonero e vocês não repassam para o custo do produto. Então, é preciso a gente pensar. Nós já desoneramos, neste meu mandato, Sérgio, R$ 100 bilhões. Imagine R$ 100 bilhões na mão do povo brasileiro, como a gente ia comer."

Se quiser, leia a íntegra do discurso no site da Presidência da República.

MEC muda mestrado: professores não precisam mais de pós

Sem ressentimentos pela queda da exigência do diploma em jornalismo, mas o que estamos fazendo com nossa educação?

O MEC vai mudar os cursos de mestrado para incentivar a abertura de mais vagas nas faculdades. Não vai mais ser exigido do professor sequer um curso de pós graduação, atualmente, é requisito ter doutorado.

E se o problema era o desafio da monografia, tudo resolvido. Serão criadas outras formas de avaliação.

Leia a reportagem completa no Estadão e pense se a mudança é para melhor.

Bird: Brasil vai fechar o ano em recessão de 1,1%

O Banco Mundial enxerga o mundo com sinais de piora na economia. O instituto revisou para baixo as expectativas de crescimento do PIB em vários países.

Para o Brasil, a previsão é a pior feita até aqui pelo Bird: queda de 1,1%. Leia relatório completo no site do Banco Mudial.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Há vagas para executivos

Pesquisa de uma consultoria mostra melhora no mercado de trabalho para executivos em São Paulo. Os mais procurados são os marketing e vendas, com quase metade das ofertas de emprego.

Veja reportagem completa no InfoMoney.

Dólar novamente acima dos R$ 2

O dólar fechou no mercado financeiro em R$ 2,02. Veja o gráfico com as informações do dia de negócios no site da Bovespa.

Emprego: agricultura em época de contratação impulsiona resultado


Cresceu o número de postos de trabalho em maio. As vagas abertas menos as vagas fechadas resultou em um saldo de 131.557 pessoas que arranjaram emprego com carteira assinada no mês.
Excelente, verdade. Mas vamos com calma. As vagas na agricultura cresceram 3,36%, principalmente porque estamos na época de cultivo de cana-de-açúcar e café no centro-sul do país. Os demais serviços não atingiram 1% de resultado:
Serviços +0,34%
Construção Civil +0,88%
Comércio +0,21%
Indústria de Transformação +0,01%
Fora que ainda registram percentuais negativos as indústrias metalúrgica (-0,78%) e mecânica (-0,58%). Veja história completa no site do Ministério do Trabalho.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

1 em 3 fundos rende abaixo da poupança

A pedido do 'Estadão', a consultoria Advisor Asset Management fez um minucioso levantamento do rendimento dos fundos DI. As conclusões são parecidas com o cálculo do Infomoney.

Quase 30% dos fundos estão pagando menos do que a poupança que rende 0,5% mais TR ao mês.

Veja a reportagem na Agência Estado.

Agência de risco rebaixa nota da Petrobras

A agência de classificação de risco Moody´s rebaixou a nota que classifica o risco da Petrobras. Foi de A2 para A3.

A empresa mantém o status de Investment Grade, ou seja, uma nota que significa aos investidores tranquilidade para investir. Mas as ações, no pregão de ontem, caíram.

A Moody´s justifica que aumentou a dependência da estatal no governo do Brasil.

A história completa em O Globo.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Febraban decreta morte do boleto bancário

A Federação Brasileira dos Bancos lançou um sistema que pretende substituir metade dos boletos bancários em 3 anos. Quando for implementado, em outubro, o cliente vai receber eletronicamente as contas que tem a pagar.

Nada de correio para entregar as bloquetos na sua casa. E o dinheiro, quando o valor for pago, vai direto para a conta do credor, como já é hoje. O programa chama-se DDA, Débito Direto Autorizado.

Veja explicação no site da Febraban.

Jogaram meu diploma no lixo?

Boa a polêmica pós-decisão do STF que decretou inconstitucional a exigência do diploma de jornalismo para exercer a profissão.

O repórter do jornal 'O Estado de S. Paulo', Luiz Zanin, afirma que a medida chega tarde.

O jornalista Fábio Pannunzio, da 'TV Bandeirantes', é contundentemente crítico.

Economia dos Brics é pouco mais da metade do PIB dos EUA

Veja matéria do Repórter Brasil sobre a reunião dos Brics. Estados Unidos sozinhos tem quase o dobro do PIB de Brasil, Rússia, Índia e China juntos.

O plano de Obama para a economia: a repercussão

O Estadão publicou a opinião de vários economistas sobre o plano do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para regular o sistema financeira.

Em resumo, o banco central deles, o FED, ganha poder de super herói.

Leia algumas aspas:

"Uma boa coisa. Por outro lado, todos os detalhes foram deixados para decisão de futuras comissões de alto nível"
Paul Krugman, Princeton/New York Times

"Eu diria que ainda não sabemos o que realmente vai ser feito"
Tyler Cowen, George Mason University/Marginal Revolution

"As reformas propostas transformam o Fed num conglomerado regulador. Sem dúvida, o Fed vai se defrontar com muitas decisões politicamente sensíveis e está fadado ao fracasso"
Axel Merk, Merk Investments

"No geral, é um bom esforço. Na minha opinião, ele é positivo porque significa que ainda podemos debater muitos desses temas e conseguir que sejam feitas mudanças antes de a lei ser sancionada"
Edward Harrison, Credit Writedowns

Leia a reportagem completa no Estadão.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Ser ou não ser? Sair ou não sair da renda fixa?

O didático professor de economia e matemática financeira, José Dutra Sobrinho, fez a conta para demonstrar quando é mais rentável sair do fundo de investimento e depositar o dinheiro na poupança.

Em linhas gerais, a caderneta é mais vantajosa quando o imposto de renda cobrado no fundo for 22,5%, em aplicações de até 180 dias, mesmo com taxa de administração de 0,5%.

Mas quando o imposto de renda é de 15%, em aplicações de 2 anos, e a taxa do fundo de 1%, fique com a renda fixa.

Veja a reportagem completa no site do InfoMoney.

A grife de ser um Bric

A análise de Clóvis Rossi, na Folha de S. Paulo, esclarece qualquer ufanismo acerca dos Brics. A terminologia foi criada por analistas de um banco de investimento. Brasil, Rússia, Índia e China formam o grupo entitulado Bric, um nome que virou grife para os 4 países emergentes.

Vale a pena ler a análise:

Brics ainda são segunda divisão no jogo global
CLÓVIS ROSSI

COLUNISTA DA FOLHA

A coincidência entre a cúpula dos Brics e o plano Obama de regulação dos mercados financeiros é uma perfeita radiografia do jogo mundial de poder no momento e no futuro imediato.

O que vão discutir os Brics? Acima de tudo, a economia mundial e sua crise, até porque economia é o único amálgama entre países que não têm laços históricos, culturais ou geográficos -usualmente os motivos que levam a criar um bloco.

No caso dos Brics, ironiza o "Financial Times" de ontem, "é certamente o primeiro bloco multilateral de nações a ser criado por analistas de pesquisas de um banco de investimento e sua equipe de vendas" (alusão ao fato de que o acrônimo foi inventado por um economista da Goldman Sachs, aliás uma das instituições dos "brancos de olhos azuis" que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva culpou pela crise).

Se os Brics serão as potências mundiais do futuro, então o líder da potência do presente, Barack Obama, deveria aguardar o que eles têm a dizer sobre a crise e sobre como evitar que se repita no futuro, certo?

Errado. Barack Obama já tomou, unilateralmente, todas as medidas para enfrentar a crise e já preparou, sem nem ouvir nem cheirar os Brics e sua cúpula, o pacote de regulação do seu próprio sistema financeiro.

Posto de outra forma: os Brics podem até vir a ser as potências do futuro, mas, no momento, representam, todos somados, apenas 15% da economia mundial. Ou dito de uma segunda outra forma: o que a Goldman Sachs fez foi antever MERCADOS emergentes, nos quais os investidores poderiam fazer gordos lucros, mas não PAÍSES de fato capazes por ora de ditar os rumos do planeta ou ao menos influir poderosamente neles.

Aliás, a Europa também não esperou nem consultou os Brics para anunciar seu próprio pacote de regulação, cuja aprovação final se dará neste mês.

Pior: nem Estados Unidos nem Europa agiram no marco do G20, o clubão das 20 maiores economias do mundo, do qual fazem parte todos os Brics. O G20 seria, portanto, o marco ideal para que os Brics exercitassem seus músculos.

No entanto, como reconhece -e lamenta- o próprio governo brasileiro, o G20 não tem um programa próprio de trabalho. Parou na cúpula de abril. A partir dela, foi cada um por si, sem a coordenação que se desejava e que, se de fato praticada, levaria a transformar o grupo no novo gerente informal da economia global, suplantando o G8, no qual só a Rússia está presente, entre os Brics.

O chanceler Celso Amorim pode dar por morto o G8, como o fez nesta semana, mas, no mínimo, no mínimo, o grupo restrito dos países ricos (mais Rússia) continua dando seus solavancos -e sem os seis países que participarão da cúpula do G8 ampliada (todos os outros três Brics entre eles).

Já houve uma reunião de ministros de Economia, que discutiu a crise. Haverá no fim do mês uma reunião de ministros do Exterior, para discutir as outras crises, economia à parte, sem que os ministros brasileiros ou dos outros Brics (Rússia à parte) fossem convidados.Parece claro que, embora os Brics tenham, em uma década, pulado de 7,5% da economia mundial para 15%, ainda têm uma árdua batalha para passar da segunda para a primeira divisão no jogo global de poder.

E agora, José? Cai exigência de diploma de jornalismo

O Supremo Tribunal Federal derrubou a obrigatoriedade do diploma em jornalismo. O ministro Gilmar Mendes, relator no caso, defende que os próprios meios de comunicação façam uma autorregulação.

Claro que jornalista não é um ser superior que merece reserva de mercado. Conheço profissionais formados em economia, direito e ciências sociais, por exemplo, que obviamente são excelentes repórteres da área em que atuam.

Parece-me apenas que não está claro se o Supremo mantém a obrigatoriedade do jornalista ter algum curso superior. Se não exigir, parece pouco razoável para um país que pretende incentivar a educação e o aperfeiçoamento. E a uma boa imprensa passa pela qualificação do jornalista. Ou perde mais o leitor.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Presidente Lula vai escrever em jornal

A Presidência da República decidiu criar um quadro de perguntas e respostas em jornais impressos. Quem vai perguntar é o cidadão. E quem responde, em tese, é o presidente Lula.

A estréia da 'coluna' está prevista para 7 de julho. Leia a notícia do site do Comunique-se.

Pré-sal viável com barril abaixo dos U$ 40

A gerente-executiva de Engenharia de Produção da Petrobras, Solange da Silva Guedes, afirmou hoje que explorar o pré-sal é rentável mesmo se o barril cair abaixo dos U$ 40.

A conta, segundo ela, é da Petrobras e das parceiras da companhia na exploração do pré-sal. Disse que o custo do barril extraído de grandes profundidades está entre U$ 35 e U$ 45. E que os gastos tendem a cair no decorrer dos projetos.

Solange esteve na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara para um seminário sobre o tema. A cotação do barril no mercado futuro caiu hoje. Mas ainda está longe do piso dos U$ 40.

O Estadão fez matéria hoje sobre a cotação do petróleo.

Será a crise? Revistas com Bündchen na capa encalham na banca

A foto de Gisele semi-nua de perfil na 'Vanity Fair' não evitou a menor vendagem da edição nos últimos dois anos.

Veja a notícia e a foto da capa no site da Folha.

Arrecadação: descendo a ladeira

Pelo 7º mês consecutivo, a arrecadação de impostos do governo federal caiu. A Receita Federal disse que é culpa da redução do IPI e da queda na atividade econômica.

Leia a reportagem no site da Agência Brasil.

Indústria ainda vê incertezas

Uma pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas mostra que 87% dos empresários enfrentam dificuldades para investir.

O número é ruim porque representa o dobro do percentual aferido há um ano. E mais: os investimentos são importante componente para o PIB do ano.

O principal problema é a incerteza de que as empresas vão vender o que produzirem. Ainda são citados a limitação de recursos da companhia, carga tributária elevada e escassez de crédito.

Leia a íntegra aqui.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Super Bovespa

Estudo de uma empresa britânica aponta a Bolsa de Valores de São Paulo como a 4ª. do mundo. A conta é feita a partir da quantidade fechada de negócios. A de Hong Kong, na Ásia, se tornou a 2ª. em maior valor de mercado de todo o planeta.

Se olhar bem, talvez não pareça tanta surpresa. Ano passado, os investidores correram medrosos dos emergentes. Passado o receio do fim do mundo, voltaram a buscar mercados rentáveis.

Um professor disse uma vez: "para onde vocês acham que devem ir os investidores? Para a Venezuela, Zimbábue ou Brasil e China?". O que você acha?

Veja a reportagem completa no site do Financial Times ou no Estadão.

Parênteses na economia

Vale a pena ler a entrevista do jornalista Gay Talese para a 'Veja' nesta semana. Só poderia vir de um grande repórter.

Um trecho:
"O governo usa a imprensa mais do que a imprensa usa o governo. Hoje, devemos ter uns 10 000 repórteres em Washington. Há uma civilização inteira de jornalistas em Washington. Se eu dirigisse um jornal, eliminaria de 50% a 60% da sucursal de Washington e mandaria os repórteres para outros lugares do país, para Califórnia, Nebraska, Flórida. Sabe o que aconteceria? Estaríamos tirando a ênfase sobre o governo e neutralizando sua capacidade de controlar o discurso político. Em vez de ficarmos segurando o microfone para o governo falar, estaríamos trazendo notícia sobre como as decisões do governo são percebidas e como são sentidas longe de Washington. Isso é vida real. É cobrir os efeitos das medidas do governo sobre a economia, a gripe suína, seja o que for, mas longe do governo e perto da sociedade. A multidão em Washington decorre do fato de que as pessoas adoram o poder e ficaram preguiçosas. Jornalista ama o poder, ama lidar com o poder."

Revista 'Veja' edição 2117 de 17 de junho de 2009.

Mercado prevê retração menor da economia em 2009

A pesquisa feita pelo Banco Central mostra que analistas do mercado financeiro preveem uma retração no PIB em -0,55%. O número é menor do que o previsto anteriormente.

Semana passada, falava-se em -0,71%.

A inflação esperada para 2009 é de 4,39%. No levantamento anterior, a previsão era de um IPCA de 4,33%.

Os mesmos analistas apostam também em uma Selic de 9% no fim do ano, a previsão se mantém há 4 semanas.

Veja o Boletim Focus no site do Banco Central.

Alguns centavos a menos

Depois que o Banco Central baixou a Selic, comprar uma geladeira de R$ 1.500,00 sai por 12 x 179,31. São R$ 0,78 a menos por mês do que era em maio. A taxa de juros estimada para o comércio saiu de 6,12% ao mês para 6,04%. A economia em todo o financiamento é de R$ 9,36.

A menor taxa Selic da história fez menos diferença para o cheque especial. Quem fica no vermelho ainda paga 140,31% ao ano.

Significa, para as pessoas no negativo em R$ 1.000,00 por 20 dias, o custo de R$ 50,53. Mês passado, eram R$ 51,07 de juros. Isso mesmo... cinquenta e quatro centavinhos de economia. Dá para comprar uma bala.

O estudo é da Anefac.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Brasil na crise: último a entrar e primeiro a sair

Para a revista 'The Economist', o Brasil está pronto para sair da crise financeira mundial. E não é só isso: o texto do correspondente da edição em São Paulo informa que o país está entre os que entraram por último no redemoinho e pode ser um dos primeiros a escapar dele.

A reportagem começa com o bordão do presidente Lula: 'nunca antes na história deste país'. E diz que o Brasil jamais teve uma taxa de juros tão baixa, de 9,25% ao ano.

Se quiser, leia aqui a íntegra no site da publicação britânica.

Petróleo parece ver fim da recessão

A cotação do petróleo no mercado internacional atingiu o preço mais alto em quase 8 meses. O barril está em U$ 72.

A razão é a expectativa de um aumento no consumo. No auge da crise e da loucura, o barril foi abaixo dos U$ 40.

Clique aqui para ler reportagem do jornal 'O Globo'.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Vem aí um glossário

Pediram e vou atender. Em breve, publico um glossário com as principais palavras usadas em economia. Para socorrer as pessoas na hora do branco.

Selic x Poupança

O jornal 'O Estado de São Paulo' publicou a conta feita por um professor da Faculdade de Informática de Administração Paulista (Fiap). Na avaliação dele, os fundos com taxa de administração a partir de 2% perdem em rentabilidade para a poupança.

Leia a íntegra da matéria aqui.

Na conta de especialistas ouvidos pelo Correio Braziliense, o teto está mais perto. Os fundos seriam vantajosos até apenas 1% de taxa. Percentual garantido ao seleto investidor com mais de R$ 100 mil e que faça aplicação de longo prazo.

Veja a reportagem completa.

Vamos emprestar ao FMI

O Brasil vai financiar o FMI pela primeira vez na nossa história. O dinheiro pode ser repassado a países em dificuldade com a crise mundial.

Contabilmente, a mudança não altera o montante das reservas. E ganhamos politicamente.

Veja a notícia no 'Repórter Brasil':

Juros inéditos de 9,25% ao ano

O Banco Central deixou analistas boquiabertos ao cortar 1 ponto percentual da taxa Selic. Talvez, nem tanto. Mas depois da queda do PIB em 0,8%, menor do que todos previam, e com a poupança na jugular dos fundos de investimento, o mais previsível era uma redução de 0,75 p.p..

Melhor assim, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil diminuiram as taxas de juros para os clientes.

Alguns economistas avaliam que os fundos e os CDBs, apesar do juro em patamar historicamente baixo, ainda remuneram mais do que a poupança no caso de aplicações de longo prazo, com taxa de administração e imposto de renda menores. Eu sugiro a você que faça a conta na frente do gerente.

A poupança remunera 0,5% ao mês + TR, livre de imposto de renda. Para valer a pena, a taxa de administração nos bancos tem que ser muito baixa. E pode ser agressivo: boa taxa ou caia fora.

BSB: repercussão do PIB em queda

Matéria do 'Repórter Brasil', da TV Brasil, a rede pública de televisão.

PIB em queda: e aí?!

Nesta semana, saiu o resultado do PIB no primeiro trimestre do ano. A economia brasileira produziu 0,8% menos no início de 2009 do que nos últimos três meses de 2008. O Produto Interno Bruto em recuo nada mais é do que dizer que o brasileiro empobreceu mais um pouco.

O PIB mede o tamanho do mercado de um país, ou ainda, o valor de todos os bens e serviços produzidos num dado período. Só não entram na conta as atividades ilegais, por exemplo, tráfico de drogas.

A redução, ainda que não tenha sido tão grande quanto se esperava, traduz a queda nas exportações e nos investimentos. O pior desempenho foi o da índústria que fabricou menos carros, vestuário, calçados, máquinas e equipamentos.

E o Brasil entra oficialmente em uma recessão técnica, quando se tem dois trimestres seguidos de queda. No último trimestre de 2008, tivemos -3,6%.

Esses números têm tudo a ver conosco porque o padrão de vida, do país e do cidadão, depende da capacidade da economia em produzir bens (geladeira) e serviços (educação) para as pessoas.

sábado, 30 de maio de 2009

A inauguração

Vamos conversar sobre economia daqui para frente. Mas só o que você precisa saber. E da forma mais simples... para não assustar.

Aguarde!