Eu apostaria que 5 em cada 5 brasileiros concordam que a carga tributária no País é alta e que reformas são necessárias. Mas só isso é consenso. Quando se discute a melhor forma de arrecadação, aí cada leão quer defender a sua chácara.
Os acadêmicos, mais isentos, defendem que a carga tributária 'escondida' no preço dos produtos é uma forma de tributar mais quem ganha menos. E essa injustiça deveria ser corrigida primeiro.
Pense na seguinte situação: um homem que recebe 1 salário mínimo e outro com renda de R$ 10 mil compram 1 kg de feijão pelo mesmo preço. Estudo da Fipe demonstra que se o pacote custou R$ 3,34. Se não fosse o imposto, 18%, daria para vender o produto R$ 0,60 mais barato.
Na conta de quem pesou mais os R$ 0,60 de tributo? Na carteira do homem com salário de um mínimo.
Economistas da Fipe fizeram, em março de 2007, uma proposta para arrumar o sistema tributário do país. A idéia é unificar ICMS, IPI, ISS, PIS/PASEP, COFINS e SIMPLES em um único imposto sobre o consumo.
A reforma tributária que tramita no Congresso Nacional com a pressa de uma tartaruga de férias não tem nada a ver com essa proposta. Algumas opiniões mais contudentes afirmam que o texto pode piorar ainda mais a confusão que existe hoje.
Nenhuma solução à vista.
terça-feira, 7 de julho de 2009
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